Candidatos de MG têm embates sobre saúde, educação, segurança pública e dívida pública

Candidatos de MG têm embates sobre saúde, educação, segurança pública e dívida pública

Os candidatos ao governo de Minas Gerais trocaram acusações e discutiram propostas sobre temas como saúde, educação, segurança e dívida pública no debate promovido pela TV Globo, na noite desta terça-feira (29). Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT) participaram do encontro.

O debate, mediado pela jornalista Liliana Junger, teve ao todo quatro blocos – um com temas determinados, dois com temas livres e um com tema livre associado a regiões do estado, sorteadas ao vivo. Todos os candidatos perguntaram e responderam uma vez por bloco.

O encontro foi encerrado com as considerações finais dos participantes. Veja como foi o debate: Bloco 1 – temas determinados Flávio Roscoe x Patrus Ananias (dívida do estado) Sorteado para abrir o bloco, Flávio Roscoe questionou como Patrus Ananias pretende administrar Minas Gerais diante da situação financeira do estado e criticou o governo de Fernando Pimentel (PT).

Patrus defendeu a renegociação da dívida com a União de forma a ampliar prazos de pagamento. Também argumentou que o estado possui uma dívida social que precisa ser enfrentada por meio de investimentos em educação, saúde, segurança pública e valorização dos servidores, incluindo professores e policiais.

Ao rebater a resposta, Roscoe cobrou explicações sobre a origem dos recursos para financiar essas propostas. Patrus citou a revisão de isenções fiscais e maior transparência nas contas públicas. Roscoe respondeu que os incentivos são importantes para atrair investimentos e gerar arrecadação para o estado.

Patrus Ananias x Mateus Simões (turismo e cultura) Patrus Ananias escolheu Mateus Simões para debater o tema "turismo e cultura". Patrus destacou o potencial turístico de Minas Gerais, citando cidades históricas como Ouro Preto e Diamantina, além das riquezas naturais do estado.

O candidato também defendeu investimentos na cultura como instrumento de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. Na resposta, Mateus Simões criticou as gestões do PT em Minas Gerais e afirmou que, durante o período em que o partido governou o estado, os recursos destinados ao incentivo à cultura ficaram concentrados na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O candidato disse que sua proposta é ampliar a distribuição dos investimentos para o interior mineiro. Na réplica, Patrus ressaltou sua trajetória política e citou ações desenvolvidas durante sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte e no Ministério do Desenvolvimento Social.

Na sequência, Mateus voltou a criticar o PT e defendeu a integração entre cultura e turismo como estratégia para geração de renda e fortalecimento da economia dos municípios. Mateus Simões x Cleitinho Azevedo (feminicídio) Mateus Simões questionou Cleitinho Azevedo sobre o combate a feminicídios e criticou o fato de o senador não ter destinado recursos de emendas parlamentares para ações de segurança pública em Minas Gerais.

Segundo o candidato do PSD, os recursos poderiam ter sido usados para ampliar delegacias especializadas e patrulhas de proteção às mulheres. Na resposta, Cleitinho afirmou que os investimentos em segurança são responsabilidade do governo estadual e defendeu ações de conscientização nas escolas para ensinar respeito às mulheres desde a infância.

O candidato também criticou a gestão estadual e disse que integrantes das forças de segurança estariam insatisfeitos com o governo. Mateus citou medidas adotadas pela atual administração, como a abertura de delegacias de apoio à mulher e a expansão da Patrulha Maria da Penha, além de voltar a cobrar explicações sobre o uso das emendas parlamentares.

Cleitinho rebateu as críticas, defendeu a distribuição dos recursos para municípios mineiros e afirmou que pretende ampliar ações de proteção às mulheres e de combate à criminalidade. Cleitinho Azevedo x Gabriel (reajuste dos servidores) Cleitinho escolheu Gabriel para discutir o reajuste dos servidores públicos estaduais.

Ao abrir o tema, o candidato defendeu a valorização dos servidores e afirmou que eles são parte da solução para os problemas da administração pública. Ele questionou quais propostas Gabriel teria para garantir recomposição salarial à categoria. Gabriel destacou sua trajetória como gestor público, citou experiências à frente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e afirmou que implantou uma mesa permanente de negociação com servidores.

O candidato também defendeu o diálogo contínuo com as categorias e questionou a experiência administrativa de Cleitinho na gestão de grandes estruturas públicas. Cleitinho afirmou que pretende formar uma equipe técnica para conduzir a política de pessoal do estado e prometeu conceder, anualmente, ao menos a reposição inflacionária para os servidores.

Ele também disse que manterá diálogo com todas as categorias. Na sequência, Gabriel voltou a defender planejamento financeiro para a concessão de reajustes e criticou promessas sem previsão orçamentária. Ele apresentou propostas voltadas aos profissionais da segurança pública, como critérios mais claros para promoções e mecanismos permanentes de negociação com as categorias.

Gabriel x Alexandre Kalil (facções) Gabriel questionou Alexandre Kalil sobre o combate às facções criminosas e perguntou quais medidas adotaria para ampliar a instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios mineiros. O candidato do MDB defendeu que o monitoramento das unidades prisionais é uma ferramenta importante para impedir que organizações criminosas continuem atuando de dentro das cadeias.

Em resposta, Kalil afirmou que o principal desafio da segurança pública está na recomposição dos efetivos policiais e na melhoria da estrutura de trabalho das corporações. Segundo ele, o enfrentamento às facções passa pelo fortalecimento das polícias, especialmente da Polícia Civil, responsável pelas investigações.

Na sequência, Gabriel voltou a cobrar propostas para os presídios e criticou o fato de Kalil não apresentar números sobre o sistema prisional. O candidato do MDB defendeu a instalação de bloqueadores em todas as unidades prisionais, a ampliação da inteligência policial e a integração das forças de segurança para combater o crime organizado.

Alexandre Kalil x Flávio Roscoe (transporte público metropolitano) No debate sobre transporte público metropolitano, Alexandre Kalil questionou Flávio Roscoe sobre propostas para melhorar a mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O candidato também criticou a política de subsídios ao transporte coletivo e mencionou problemas na integração entre os diferentes modais.

Roscoe afirmou que um dos principais desafios é a integração efetiva do sistema metropolitano. Ele defendeu a ampliação dos horários de algumas linhas de ônibus e investimentos para melhorar a conexão entre os diferentes meios de transporte. Também destacou a necessidade de ampliar a malha metroviária e fortalecer o diálogo entre estado, municípios e demais agentes envolvidos na gestão da mobilidade.

Kalil voltou a criticar os subsídios concedidos ao setor e afirmou que o principal desafio é enfrentar interesses econômicos ligados ao transporte coletivo. O candidato também defendeu a experiência administrativa como ferramenta para promover mudanças no sistema sem aumentar os gastos públicos.

Na tréplica, Roscoe afirmou que a expansão dos horários deve ocorrer com planejamento para evitar desperdícios, mas ressaltou que é possível ampliar a oferta de serviço para atender trabalhadores que utilizam o transporte fora dos horários de pico. Ele também atribuiu parte dos problemas da mobilidade metropolitana ao modelo de expansão urbana da região.

Bloco 2 – temas livres Gabriel x Patrus Ananias (educação) Gabriel questionou Patrus Ananias sobre a proposta da Escola Plural, implementada durante sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte. O candidato do MDB perguntou por que Patrus recorreu à Justiça para contestar publicações que faziam referência ao modelo educacional e associou a iniciativa a problemas de aprendizagem.

Patrus evitou discutir experiências passadas e afirmou que seu foco é o futuro da educação em Minas Gerais. O candidato destacou propostas voltadas para a educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, escolas técnicas e universidades públicas, além da ampliação da integração entre União, estado e municípios.

Na sequência, Gabriel voltou a criticar a Escola Plural e disse que o modelo teria contribuído para a formação de estudantes com dificuldades de aprendizagem. Patrus respondeu que tem orgulho de sua trajetória política e reforçou que pretende debater propostas para o estado.

No encerramento, Gabriel criticou a ausência do candidato em debates anteriores e voltou a defender um modelo de ensino centrado na aprendizagem e na avaliação dos estudantes. Patrus Ananias x Cleitinho Azevedo (desenvolvimento econômico e regional) Patrus Ananias escolheu Cleitinho para debater desenvolvimento econômico e social.

O candidato do PT destacou a diversidade das regiões mineiras e defendeu políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional, levando em conta as características econômicas, culturais e ambientais de cada parte do estado. Na resposta, Cleitinho adotou um tom conciliador em relação ao adversário, ressaltando o respeito mútuo durante a campanha.

Em seguida, questionou críticas que Patrus já havia feito à possibilidade de uma eventual gestão sua e citou o governo de Fernando Pimentel ao comentar a trajetória do PT em Minas Gerais. Na réplica, Patrus afirmou que responde por sua própria trajetória política e evitou discutir gestões passadas.

O candidato defendeu um projeto de desenvolvimento regional baseado em parcerias com prefeitos e prefeitas e na ampliação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e geração de emprego e renda. Cleitinho afirmou conhecer as demandas das diferentes regiões mineiras por ter percorrido os municípios durante a campanha.

O candidato apontou problemas de infraestrutura rodoviária, acesso à saúde e concentração de serviços públicos na capital. Também defendeu a descentralização de investimentos e o fortalecimento de hospitais filantrópicos, além da redução da burocracia e de impostos para estimular a atividade econômica.

Cleitinho Azevedo x Flávio Roscoe (espectro político e IPVA) Cleitinho Azevedo questionou Flávio Roscoe sobre declarações em que o candidato do PL afirmava que ele não representaria a direita. Roscoe respondeu que, durante conversas sobre uma possível aliança, já havia manifestado divergências em relação a algumas posições defendidas pelo senador e afirmou que sua candidatura está alinhada a pautas como liberdade econômica e valores conservadores.

Na sequência, Cleitinho perguntou por que Roscoe critica sua proposta de reduzir o IPVA. O candidato do PL respondeu que não é contrário à redução de impostos, mas argumentou que é necessário apresentar uma fonte de compensação para a perda de arrecadação, conforme determina a legislação fiscal.

Cleitinho defendeu que a diminuição da alíquota aumentaria a competitividade de Minas Gerais e poderia evitar que proprietários de veículos registrassem seus automóveis em outros estados. Também afirmou que pretende compensar a redução com revisão de benefícios fiscais e reforçou que governará para todos os mineiros.

Roscoe respondeu que reduzir impostos exige planejamento e voltou a cobrar uma solução concreta para compensar a perda de receita. Flávio Roscoe x Alexandre Kalil (dívida pública e situação fiscal) Flávio Roscoe escolheu Alexandre Kalil para discutir a situação fiscal de Minas Gerais.

O candidato questionou como Kalil pretende enfrentar o endividamento do estado e, ao mesmo tempo, ampliar investimentos em áreas como saúde, segurança pública e serviços sociais. Roscoe também citou questões relacionadas à gestão financeira de Kalil em sua vida empresarial.

Na resposta, Kalil afirmou que a principal prioridade de um futuro governo deve ser a renegociação da dívida mineira. O candidato destacou sua experiência administrativa na Prefeitura de Belo Horizonte e disse ter encerrado o mandato com recursos em caixa. Durante a fala, também fez críticas ao governo Romeu Zema e aos grupos políticos ligados à atual administração estadual.

Na réplica, Roscoe defendeu sua trajetória como representante do setor empresarial e afirmou ter atuado para ampliar investimentos em áreas como educação, esporte, cultura e formação profissional. O candidato destacou resultados de sua gestão à frente de entidades empresariais e afirmou que sua experiência demonstra capacidade para administrar o estado.

Na tréplica, Kalil voltou a afirmar que o equilíbrio fiscal deve ser a principal preocupação do próximo governador. Segundo ele, sem resolver a questão da dívida estadual, promessas de investimentos e ampliação de programas públicos tornam-se inviáveis. O candidato também criticou propostas apresentadas pelos adversários e reforçou a necessidade de enfrentar o problema das contas públicas antes de assumir novos compromissos financeiros.

Alexandre Kalil x Mateus Simões (saúde) Alexandre Kalil questionou Mateus Simões sobre a situação dos hospitais regionais e afirmou que unidades prometidas pelo governo ainda não estavam funcionando plenamente. Ele cobrou explicações sobre o planejamento para operação e atendimento desses hospitais.

Em resposta, Mateus disse que o Hospital Regional de Sete Lagoas já foi inaugurado e que as unidades de Divinópolis e Teófilo Otoni já realizam atendimentos. O candidato também citou a previsão de conclusão do hospital de Governador Valadares e destacou investimentos em novas estruturas hospitalares.

Em seguida, fez acusações contra o suplente de Cleitinho Azevedo no Senado, Alex Diniz, e questionou Kalil sobre o tema. Kalil afirmou que o principal desafio não é construir os hospitais, mas garantir recursos para mantê-los em funcionamento. Já Mateus defendeu os investimentos realizados na saúde, citou a ampliação de UBSs, o aumento do número de cirurgias eletivas e a construção de novos hospitais regionais, argumentando que a atual gestão tem ampliado a capacidade de atendimento no estado.

Mateus Simões x Gabriel (educação pública) Mateus Simões escolheu Gabriel para discutir propostas para a rede estadual de ensino. O candidato destacou avanços registrados nos indicadores educacionais de Minas Gerais durante a atual gestão e perguntou quais mudanças Gabriel pretende implementar na área.

Na resposta, Gabriel citou iniciativas de sua atuação política, como a criação do passe livre estudantil em Belo Horizonte e a ampliação de atividades no contraturno escolar. O candidato também defendeu a inclusão de conteúdos ligados à educação financeira, cidadania e empreendedorismo nas escolas.

Entre as propostas para o estado, prometeu ampliar o ensino em tempo integral e afirmou que pretende colocar a aprendizagem no centro das políticas educacionais. Na réplica, Mateus Simões defendeu os resultados da atual gestão estadual na educação. O candidato citou a ampliação do número de escolas e matrículas em tempo integral, investimentos em infraestrutura escolar, reformas de unidades de ensino e ações para melhorar a permanência dos estudantes nas salas de aula, como melhorias nas merendas.

Na tréplica, Gabriel voltou a defender medidas voltadas à recuperação da aprendizagem, reforço escolar e realização de concursos públicos para professores. O candidato também apresentou propostas para ampliar a inclusão de estudantes com deficiência, fortalecer a relação entre escolas e comunidades e enfrentar casos de violência no ambiente escolar.

Bloco 3 – sorteio de região, tema livre Cleitinho Azevedo x Alexandre Kalil (Sul de Minas) Antes de abordar o tema sorteado, Cleitinho Azevedo respondeu às críticas feitas por Mateus Simões sobre seu suplente ao Senado. O candidato afirmou que eventuais irregularidades atribuídas ao empresário dizem respeito à responsabilidade individual dele e negou qualquer relação com o caso.

Cleitinho escolheu discutir a situação da infraestrutura no Sul de Minas. O candidato afirmou que recebeu reclamações sobre rodovias concedidas à iniciativa privada, criticou o valor das tarifas de pedágio e disse que faltam investimentos e melhorias nas estradas da região.

Em resposta, Alexandre Kalil argumentou que o principal desafio do Sul de Minas está relacionado aos impactos da reforma tributária sobre a economia regional. Segundo ele, setores produtivos e indústrias podem perder competitividade, o que exigirá uma atuação do governo estadual para preservar empregos e estimular a atividade econômica.

Na réplica, Cleitinho voltou a defender a revisão dos contratos de concessão e prometeu reavaliar os pedágios cobrados nas rodovias mineiras. Na tréplica, Kalil concordou que o tema merece atenção, mas destacou ainda questões ligadas à segurança no campo, ao fornecimento de energia e à agregação de valor à produção regional, citando o potencial da cadeia do café como exemplo de desenvolvimento para o Sul de Minas.

Alexandre Kalil x Mateus Simões (Regiões Central e Centro-Oeste) Alexandre Kalil escolheu Mateus Simões para o confronto e criticou a gestão estadual dos últimos anos, afirmando que a Região Metropolitana de Belo Horizonte foi abandonada e recebeu poucos investimentos diretos do governo estadual.

Na resposta, Mateus Simões rebateu as críticas e defendeu ações realizadas pela atual administração na região. O candidato citou investimentos em infraestrutura de mobilidade, incluindo obras ligadas ao metrô da capital, além de projetos voltados ao desenvolvimento econômico da região Central mineira, especialmente em áreas ligadas à produção agropecuária e à irrigação.

Na réplica, Kalil destacou sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, argumentando que a população aprovou sua gestão nas urnas. O candidato voltou a associar Mateus ao governo estadual e afirmou que o desempenho da atual administração estaria sendo avaliado pelos eleitores durante a campanha.

Na tréplica, Mateus reforçou a defesa das obras de mobilidade realizadas pelo governo e citou o Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte como um dos principais projetos para a região. O candidato também voltou a fazer críticas aos adversários e ao campo político da esquerda.

Mateus Simões x Gabriel (Zona da Mata) Mateus Simões perguntou a Gabriel Azevedo quais propostas tem para a saúde na Zona da Mata e atribuiu à Prefeitura de Juiz de Fora, gerida pelo PT, a impossibilidade de construção de um hospital regional na cidade. Gabriel respondeu que pretende manter diálogo com gestores independentemente de partidos e defendeu o aproveitamento da estrutura do hospital inacabado para a ampliação do atendimento na região.

Ele também criticou a situação fiscal do estado e questionou como o governo pretende financiar novos investimentos. Na réplica, Simões preferiu manter o foco na saúde da região e listou obras e investimentos realizados na Zona da Mata, como a construção do Hospital Universitário de Viçosa, reformas hospitalares, ampliação de serviços de oncologia e aportes para a rede de saúde de Juiz de Fora.

O candidato afirmou que a região voltou a receber atenção do governo estadual. Na tréplica, Gabriel ampliou a discussão para outras áreas e defendeu medidas de prevenção a enchentes, fortalecimento da pesquisa, apoio ao agronegócio e investimentos em ferrovias para melhorar a logística regional.

Simões encerrou afirmando que a população da Zona da Mata poderá contar com a continuidade dos investimentos já em andamento na área da saúde. Gabriel x Patrus Ananias (Leste de Minas) Na rodada dedicada à região Leste de Minas Gerais, Gabriel escolheu Patrus Ananias para discutir questões ambientais e o desenvolvimento regional.

O candidato abriu o confronto abordando a situação do Rio Doce e perguntou quais seriam as propostas do adversário para garantir a recuperação e a qualidade das águas na região. Na resposta, Patrus afirmou que a recuperação ambiental deve ser uma prioridade do estado.

O candidato associou os problemas enfrentados pelo Rio Doce aos impactos causados pelo rompimento da barragem de Mariana e defendeu ações voltadas à preservação dos recursos naturais, além de políticas de desenvolvimento econômico e social para a região. Também citou a necessidade de fortalecer parcerias com o setor produtivo e incentivar pequenos e médios empreendedores.

Na réplica, Gabriel apresentou propostas voltadas à fiscalização ambiental e ao monitoramento da qualidade da água, defendendo a participação de universidades e da sociedade civil nesse processo. O candidato ampliou o debate para os vales do Rio Doce e do Jequitinhonha, questionando Patrus sobre medidas para reduzir desigualdades sociais e promover desenvolvimento regional.

Na tréplica, Patrus voltou a defender um modelo de desenvolvimento integrado, combinando crescimento econômico, inclusão social, preservação ambiental e valorização cultural. Em seguida, o debate avançou para a exploração mineral no Vale do Jequitinhonha, quando Gabriel questionou como o estado poderia transformar a extração de lítio e outros minerais estratégicos em benefícios econômicos para a população local.

Patrus respondeu destacando seu conhecimento da região e a necessidade de discutir o aproveitamento dessas riquezas dentro de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento. Patrus Ananias x Flávio Roscoe (Triângulo Mineiro) Patrus Ananias perguntou a Flávio Roscoe quais são suas propostas para a educação no Triângulo Mineiro.

Roscoe afirmou que a região já apresenta indicadores educacionais acima da média estadual e defendeu a ampliação de modelos inspirados na rede Sesi, com uso de tecnologia, robótica e ferramentas digitais para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Na réplica, Patrus destacou que, apesar do desenvolvimento econômico da região, ainda existem desigualdades sociais no Triângulo Mineiro.

O candidato defendeu investimentos em todas as etapas da educação pública, desde a educação infantil até o ensino superior, além da valorização dos professores e da expansão do ensino em tempo integral. Na tréplica, Roscoe voltou a destacar a experiência da Fiemg e do Sesi na área educacional e afirmou que pretende levar modelos considerados bem-sucedidos para a rede pública.

Já Patrus ressaltou a diferença entre ensino público e privado e reforçou que sua prioridade é fortalecer a educação pública em Minas Gerais. Flávio Roscoe x Cleitinho (Norte de Minas) Na rodada dedicada ao Norte de Minas, Flávio Roscoe debateu com Cleitinho o problema da escassez de água na região.

Ao abrir o tema, Roscoe lembrou que o senador participou de audiências públicas sobre o assunto desde 2019 e questionou quais avanços foram alcançados para enfrentar o desabastecimento. Na resposta, Cleitinho afirmou que a falta de água continua sendo um dos principais desafios do Norte de Minas e defendeu investimentos em reservatórios, proteção de nascentes, saneamento básico e infraestrutura.

O candidato também reforçou a proposta de descentralizar parte da administração estadual para o interior e afirmou que busca ampliar a atração de investimentos para a região. Na réplica, Roscoe voltou ao tema do abastecimento e pediu que o adversário detalhasse medidas concretas para resolver o problema.

Cleitinho respondeu defendendo parcerias com a iniciativa privada, ampliação de investimentos e cooperação com o governo federal para impulsionar obras e projetos no Norte de Minas. Na tréplica, Roscoe afirmou que a principal solução para a crise hídrica passa pela revisão da política de concessão de outorgas para uso da água.

Segundo o candidato, Minas Gerais adota regras mais restritivas que estados vizinhos, o que dificulta a construção de barragens e outros empreendimentos voltados à segurança hídrica. Ele defendeu mudanças regulatórias para ampliar a capacidade de armazenamento e uso da água na região.

Bloco 4 – tema livre Patrus Ananias x Cleitinho Azevedo (projeto para Minas Gerais) Patrus Ananias perguntou a Cleitinho Azevedo qual é seu projeto para governar Minas Gerais e como pretende promover o desenvolvimento do estado. Cleitinho defendeu a necessidade de diálogo com o governo federal, independentemente de quem ocupe a Presidência da República, e afirmou que Minas Gerais tem potencial econômico para assumir maior protagonismo nacional.

O candidato também avaliou que gestões anteriores não aproveitaram adequadamente as riquezas do estado. Na réplica, Patrus afirmou que a resposta não esclareceu quais seriam as propostas concretas para Minas Gerais. O candidato do PT apresentou seu plano de desenvolvimento regional, baseado nas diferentes características das regiões mineiras, e defendeu investimentos em educação, saúde, segurança pública, cultura, geração de emprego, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Na tréplica, Cleitinho defendeu a redução do tamanho do Estado, o combate à corrupção e a diminuição do custo de vida da população. O candidato citou como prioridades a reforma administrativa, a atração de investimentos, a redução de impostos e tarifas e o combate ao que considera desperdícios de recursos públicos, afirmando que pretende adotar uma gestão voltada para o fortalecimento da iniciativa privada e para a prestação de serviços à população.

Cleitinho Azevedo x Mateus Simões (troca de acusações e questionamentos) Cleitinho escolheu Mateus Simões para um confronto marcado por acusações e questionamentos sobre alianças políticas. O candidato pediu que o adversário comentasse declarações que já havia feito durante a campanha sobre pessoas ligadas a seu grupo político.

Na resposta, Mateus Simões relatou ter alertado Cleitinho, em uma reunião anterior, sobre suspeitas envolvendo um aliado do senador. O candidato afirmou ter recebido uma suposta oferta de vantagem indevida no passado e disse que comunicou o episódio a Cleitinho.

Simões afirmou que considera inadequada a proximidade do adversário com pessoas que são alvo de investigações ou acusações públicas. Na réplica, Cleitinho respondeu que cada pessoa deve responder pelos próprios atos e questionou a relação anterior de Mateus com os mesmos personagens citados no debate.

O senador argumentou que não possui investigações ou denúncias contra si e afirmou que sempre agiu com transparência. Na tréplica, Mateus voltou a defender que pessoas envolvidas em acusações não devem ocupar posições de influência em um eventual governo. O candidato insistiu na necessidade de afastar esse tipo de interlocutor da administração pública e afirmou que havia alertado Cleitinho sobre o assunto anteriormente.

Na fala final do embate, Cleitinho declarou que não cometeu irregularidades, disse que eventuais responsabilidades devem recair sobre quem for investigado ou condenado e voltou a afirmar que não responderia por atos praticados por terceiros. Mateus Simões x Flávio Roscoe (dívida de Minas) Mateus Simões perguntou a Flávio Roscoe sobre a dívida de Minas Gerais com a União e criticou o fato de bilhões de reais serem enviados ao governo federal sem retorno proporcional em investimentos para o estado.

Roscoe classificou a situação como prejudicial para Minas e defendeu que os recursos destinados ao pagamento da dívida possam ser revertidos em obras e investimentos, especialmente em infraestrutura. Na réplica, Simões destacou sua participação na negociação do atual acordo da dívida e afirmou que pretende defender que os recursos pagos à União sejam aplicados na recuperação de rodovias mineiras.

O candidato também relacionou o tema à necessidade de melhoria da infraestrutura estadual e citou sua experiência pessoal com acidentes em estradas para justificar a prioridade dada ao assunto. Na tréplica, Roscoe criticou o governo federal e afirmou que Minas Gerais recebe poucos investimentos da União.

Os dois candidatos aproveitaram o espaço para defender suas candidaturas como a principal alternativa para impedir que o PT chegue ao segundo turno, encerrando a rodada com críticas ao governo Lula e propostas para manter mais recursos no estado. Flávio Roscoe x Alexandre Kalil (posicionamento político) Flávio Roscoe escolheu Alexandre Kalil para discutir posicionamentos políticos adotados em diferentes eleições.

O candidato questionou o apoio de Kalil ao presidente Lula (PT) em 2022 e perguntou sobre seu alinhamento político atual, citando a composição da chapa e a aproximação com setores ligados ao PSDB. Na resposta, Kalil afirmou que o apoio a Lula na eleição passada ocorreu por uma circunstância política específica.

O candidato disse que mantém independência em relação aos principais grupos políticos nacionais e defendeu uma atuação focada nos problemas de Minas Gerais. Também destacou sua experiência administrativa à frente da Prefeitura de Belo Horizonte. Na réplica, Roscoe ampliou o debate para o cenário nacional e reforçou que apoia Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.

Ele afirmou que o país enfrenta desafios institucionais e defendeu mudanças na condução do governo federal e do Judiciário. Na tréplica, Kalil criticou o foco excessivo em disputas nacionais e afirmou que o debate deveria priorizar os problemas de Minas Gerais.

O candidato voltou a defender a renegociação da dívida estadual como prioridade para o próximo governo e argumentou que, sem equilíbrio fiscal, promessas de investimentos e expansão de serviços públicos tornam-se inviáveis. Alexandre Kalil x Gabriel (bets e patrocínio a clubes de futebol) Alexandre Kalil levou para o debate a discussão sobre as apostas esportivas e os impactos das bets no país.

Em resposta, Gabriel Azevedo relatou um caso familiar envolvendo vício em jogos, afirmou ser contrário às plataformas de apostas e defendeu uma ação conjunta para combater o problema. O candidato também criticou o anúncio de recursos do governo estadual para Atlético, Cruzeiro e América, questionando os critérios da medida e afirmando que outras áreas deveriam ser prioridade.

Na réplica, Kalil concordou com as críticas ao repasse para os clubes e classificou a iniciativa como uma medida de caráter eleitoral. O candidato também questionou o uso de recursos públicos para publicidade e argumentou que o dinheiro poderia ser direcionado para outras demandas do estado, como obras de infraestrutura.

Na tréplica, Gabriel citou sua gestão à frente da Câmara Municipal de Belo Horizonte para defender sua experiência com o uso de recursos públicos e afirmou que pretende governar com responsabilidade fiscal. O candidato também pediu que os eleitores avaliem as propostas apresentadas durante a campanha antes de definir o voto.

Gabriel x Patrus Ananias (contas públicas e situação fiscal) Em mais uma rodada do quarto bloco, Gabriel escolheu Patrus Ananias para discutir gestão fiscal e a situação das contas públicas de Minas Gerais. O candidato questionou quais erros cometidos durante o governo de Fernando Pimentel ele evitaria repetir em uma eventual administração estadual.

Na resposta, Patrus afirmou que não atuaria como defensor nem como crítico do ex-governador e ressaltou que sua candidatura possui identidade própria. O candidato destacou sua trajetória política, disse ter priorizado a apresentação de propostas ao longo do debate e afirmou que pretende concentrar a gestão em políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.

Na réplica, Gabriel voltou a insistir na avaliação do governo Pimentel e argumentou que dificuldades fiscais podem comprometer a prestação de serviços públicos. O candidato citou temas ligados ao pagamento de servidores, repasses aos municípios e responsabilidade fiscal.

Na tréplica, Patrus afirmou que pretende governar um estado que considera financeiramente fragilizado e defendeu revisão de incentivos fiscais e mudanças na política tributária para ampliar a arrecadação. O candidato também voltou a dizer que pretende priorizar investimentos em políticas públicas e gestão dos recursos estaduais.

Na sequência do confronto, Gabriel questionou como Patrus pretende lidar com o déficit orçamentário e as regras previstas no programa de renegociação da dívida dos estados. Patrus respondeu que não acredita na eliminação imediata do déficit e defendeu negociações com o governo federal e medidas para ampliar receitas.

Gabriel, por sua vez, defendeu controle do crescimento dos gastos públicos, combate à sonegação e mecanismos de transparência para acompanhar a aplicação dos recursos. Esta reportagem está em atualização. Vídeos mais vistos no g 1 Minas:

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