Belo Horizonte – Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil da capital mineira e Região Metropolitana entram em greve a partir da próxima quinta-feira (10/9) por tempo indeterminado, de acordo com o Sindicato da categoria . A votação que decidiu pela greve se encerrou na sexta-feira (4/9). Os bancários rejeitaram acordo da Federação Nacional dos Bancos, após 13 rodadas de negociações.
A proposta apresentada teve rejeição de93, 5% dos trabalhadores da Caixa . A greve foi aprovada por 68, 2% dos votantes, já a negociação sem greve foi votada por 28, 5% dos participantes da votação.
No caso do Banco do Brasil,a rejeição foi de 81% . A greve teve adesão de 47, 1% dos servidores, enquanto 43, 9% apoiaram a negociação sem greve.
Em relação aos bancos privados, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada por 67, 3% contra 29, 6% que foram contrários. As abstenções foram de 3, 1%.
No total, a negociação teve 13 rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban . Leia também Dinheiro e Negócios Caixa Econômica reporta lucro líquido recorrente de R$ 3, 9 bilhões Brasil Flávio Bolsonaro chama ex-presidente da Caixa para equipe econômica Mirelle Pinheiro Fraude de R$ 50 milhões: funcionários do Banco do Brasil são suspeitos Brasil Dinheiro esquecido por brasileiros em bancos cai para R$ 5, 1 bilhões Proposta aprovada
De acordo com a proposta aprovada, haverá reajuste que repõe a inflação (INPC) mais 0, 6% por dois anos (2026 e 2027) nos salários, vales PLR e todas as demais verbas. Também foram aprovadas cláusulas referente à proteção da categoria na Convenção Coletiva de Trabalho comosaúde mental, combate ao assédio, monitoramento digital, direito à desconexão, programas de indenização, qualificação e recolocação e proteção da unidade nacional .
“Isto é resultado da organização da categoria, que pressionou os bancos com atos, paralisações e mobilização também nas redes sociais. Na mesa de negociação, o Comando Nacional rejeitou diversas propostas que retiravam direitos e impunham perdas salariais, além de resistir ao desrespeito dos bancos, até chegarmos ao resultado aprovado nos bancos privados”, disse Ramon Peres, presidente do Sindicato.
A reportagem procurou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Espaço está aberto.

