O filho mais velho de Flávia Gomes da Silva, 35 anos, ficou sabendo da morte da mãe após um amigo , que mora na mesma rua da vítima, foi avisado por telefone sobre o crime por um colega. Ele disse que uma mulher tinha sido esfaqueada e estava caída no chão. Ainda na ligação, contou que achava que era a mãe dele . O jovem chegou ao local de moto e já encontrou a mãe sem vida. Algumas pessoas prestaram socorro e tentaram reanimá-la no local do crime, porém sem sucesso.
Vídeo do local do crime:
O feminicídio ocorreu na noite desta segunda-feira (7/9), no Itapoã (DF).A vítima caminhava pela rua acompanhada da filha, de 4 anos, quando foi abordada e esfaqueada pelo companheiro. Flávia voltava do mercado, após fazer compras. Anderson Gonçalves foi preso nesta terça-feira (8/9) , próximo à 6 ª Delegacia de Polícia (Paranoá).
Uma vizinha contou que a irmã do jovem, uma criança de 4 anos, havia presenciado o assassinato da mãe e mostrou a ele onde a menina estava.
A mulher relatou que ia à igreja quando ouviu os gritos. A testemunha pediu para não ser identificada: “Eu estava me arrumando para ir à igreja quando escutei os gritos de socorro. Quando olhei, a mulher estava correndo e o agressor correndo atrás dela. Eu gritei para o meu namorado; falei que ele ia matar a mulher. Meu namorado desceu correndo para ajudá-la. Ele tentou fazer massagem cardíaca nela. Quando retornou para casa, estava cheio de sangue da vítima”, descreveu.
A colunaNa Mira tenta localizar defesa de Anderson Gonçalves. O espaço está aberto para posicionamentos. Relacionamento e prisão O filho da vítima disse à polícia que a mãe não estava mais com Anderson e confirmou que o relacionamento era conturbado. Ele ressaltou ainda que Flávia tinha a intenção de se separar do companheiro, mas que o homem a perseguia e não aceitava o fim da relação. OMetrópoles apurou que o advogado do suspeito tentou apresentá-lo à delegacia, mas, antes que isso ocorresse, Anderson foi capturado entrando em um carro próximo à DP. Em depoimento, o homem disse que teve uma discussão com a vítima e que, no calor do momento, pegou uma faca que estava dentro do carro — usada por ele em pescarias — e esfaqueou a mulher. Imagens: 6 imagens Fechar modal. 1 de 6 Anderson Gonçalves, 44 anos, matou a companheira a facadas Imagem cedida ao Metrópoles 2 de 6 Flávia Gomes da Silva, 35 anos Imagem cedida ao Metrópoles 3 de 6 Mulher foi morta no Itapoã (DF) Reprodução/@radarparanoa 4 de 6 Vítima foi morta na frente da filha de 4 anos Reprodução / Redes sociais 5 de 6 Homem fugiu após matar companheira, mas foi preso no dia seguinte Reprodução / Redes sociais 6 de 6 Flávia Gomes era frentista Reprodução / Redes sociais Leia também Distrito Federal Homem que matou a companheira pretendia se entregar, mas foi preso antes Na Mira Homem que matou mulher na frente da filha de 4 anos é preso no DF Na Mira Feminicídio: filha de 4 anos viu mãe ser morta a facadas no DF; homem fugiu Discussão e agressões anteriores Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal momentos antes do crime. Familiares que estiveram no local também relataram que Flávia e Anderson mantinham um relacionamento conturbado. A irmã da vítima ficou sabendo do crime após a nora de Flávia avisar, por telefone, o que havia ocorrido. Conforme relato de parentes à polícia, o casal se relaciona desde 2017, período em que a vítima estava grávida. A irmã ressaltou que a criança de 4 anos, que presenciou o crime, é filha do casal e disse também que,em duas ocasiões distintas, presenciou Anderson agredir Flávia . Outro ponto destacado é que, no celular da vítima, há mensagens que mostram conversas contendo violência. Mais detalhes: Ainda de acordo com a irmã, apesar das agressões, Flávia nunca chegou a registrar boletim de ocorrência. A parente disse que eles não estavam morando oficialmente juntos, mas que Anderson frequentava constantemente a residência da vítima. Também foi relatado no boletim de ocorrência que Anderson fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente nos finais de semana. A declarante reforçou que Flávia já havia feito reclamações sobre o comportamento de Anderson. Após o crime, ele teria ido à casa onde a vítima morava.

