AAssociação do Orgulho LGBTQIAPN+ , presidida pelo suplente de deputado estadual Agripino Magalhães Júnior, apresentou um novo pedido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reabrir uma ação relacionada aocaso Nardoni. A medida ocorreapós a Quinta Turma do tribunal negar o pedido anterior da entidade devido a falhas no pagamento das taxas do processo, as chamadas custas processuais. Leia também Brasil STJ nega pedido para volta de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá à prisão Fábia Oliveira Caso Nardoni: ativista registra boletim de ocorrência após ameaças de morte Fábia Oliveira Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte São Paulo Mãe de Isabella Nardoni pede que assassinos voltem à prisão: “Muita dor” Tribunal não analisou pedido Na decisão recente, os ministros do STJ explicaram que o fato de uma entidade não ter fins lucrativos não garante, por si só, o direito à isenção das custas judiciais. Como a associação não apresentou os comprovantes de pagamento nem comprovou formalmente a falta de recursos dentro do prazo exigido, o tribunal decidiu não analisar o mérito do pedido. Em resposta, o advogado da entidade, Francisco Ângelo Carbone Sobrinho, encaminhou um novo documento ao STJ no qual afirma que o grupo atende públicos vulneráveis e não possui renda própria. No pedido, ele solicita que o tribunal conceda um prazo de 24 horas para que seja comprovada a falta de recursos ou, alternativamente, autorize o pagamento direto das custas. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Reprodução/Internet. 2 de 3 Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni Reprodução/Internet. 3 de 3 Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá Reprodução/Internet. Questionamentos sobre as penas Apesar da discussão envolvendo as taxas judiciais, a associação afirma que seu principal objetivo é questionar decisões que, segundo a entidade, teriam flexibilizado o cumprimento das penas de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella Nardoni, em 2008. No documento encaminhado à Justiça, o grupo reúne depoimentos de testemunhas e abaixo-assinados de moradores, alegando que houve irregularidades na concessão de benefícios aos condenados e na progressão para regimes mais brandos de prisão. A defesa da associação pede que os dois retornem ao regime fechado. A entidade também afirma que irá recorrer às instâncias competentes para tentar reverter as decisões relacionadas ao cumprimento das penas. “Respeitamos as decisões da Justiça, mas temos o direito e o dever de recorrer quando entendemos que existem questões que precisam ser novamente analisadas. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni e, na nossa avaliação, devem cumprir suas penas longe do convívio em sociedade e, principalmente, em respeito à família da vítima. Vamos utilizar todos os instrumentos jurídicos cabíveis para que esse entendimento seja levado às instâncias competentes”, declarou Agripino Magalhães em nota. O novo pedido apresentado pela entidade está sob análise do ministro Ribeiro Dantas, relator do caso no STJ.
Associação vai recorrer após STJ negar que Nardoni e Jatobá voltem à prisão

