Após citar desorganização, Lula coloca petistas do Nordeste no comando da campanha

Após citar desorganização, Lula coloca petistas do Nordeste no comando da campanha

O presidente Lula incluiu 3 políticos nordestinos na coordenação da campanha. A decisão ocorre após ele classificar a mobilização como a "mais desorganizada que já participou". Edinho Silva continuará na coordenação-geral, dividindo decisões com novos integrantes.

A mudança reage ao resultado do 1 º turno, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro. Em reunião, a ex-senadora Kátia Abreu criticou o protagonismo da primeira-dama Janja da Silva. Ela defendeu a inclusão do vice-presidente, Geraldo Alckmin, na cúpula da campanha.

Nesta quarta-feira (7), Lula reuniu-se com influenciadores e parlamentares aliados para tratar da comunicação digital. O grupo atuará em uma sala no quartel-general em Brasília. O presidente alterou sua postura nas redes sociais, gravando vídeos e áudios. Ele também adotou um tom mais duro sobre segurança pública e crise no STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu incluir na coordenação nacional da campanha três políticos nordestinos para tentar mudar os rumos das eleições no segundo turno. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, atuará como coordenador político; o senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, assume a coordenação da agenda; e Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí, irá coordenar a comunicação.

A chegada dos petistas do Nordeste está relacionada a uma estratégia da campanha de ampliar a votação na região. Há um diagnóstico entre os petistas de que o Nordeste é a região com maior capacidade de Lula obter votos e reverter a vantagem de Flávio. Em vários estados, o presidente obteve uma votação menor do que em 2022.

Os três políticos participaram de reuniões com Lula todos os dias desde a última segunda-feira (5). De acordo com integrantes da cúpula da campanha, ninguém será retirado da coordenação. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, continuará como coordenador-geral, mas dividirá as decisões com os novos coordenadores.

Nesta quarta-feira (7), Lula afirmou que esta é a campanha mais desorganizada que já participou. “Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, disse Lula durante uma plenária com parlamentares do PT.

A declaração estava sendo transmitida pelas redes do PT, mas a transmissão foi tirada do ar logo após a fala. Nos bastidores, há troca de acusações sobre quem foram os responsáveis pelos erros. As mexidas no comando ocorrem num momento em que a campanha passa por uma mudança de rota após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminar o primeiro turno da disputa pela Presidência da República na frente, o que não era esperado pelos petistas.

Edinho tem sido criticado por centralizar demais as decisões e insistir na campanha uma defesa do “legado” de Lula, num momento em que o governo é mal avaliado. Já o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, tem sido alvo de críticas por focar a campanha na defesa da soberania e das terras raras, em vez de temas que impactam a rotina do eleitor.

Apesar de não estar formalmente na campanha, Sidônio integra uma espécie de núcleo dirigente que auxilia Lula a definir as principais estratégias na disputa eleitoral, ao lado de Edinho, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Sidônio também é sócio de Raul Rabello, marqueteiro da campanha. Em uma reunião com integrantes do PT, a ex-senadora Kátia Abreu criticou o que avaliou ser um excesso de protagonismo da primeira-dama Janja da Silva. Ela defendeu que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), seja incorporado à cúpula da campanha.

O próprio presidente tem sido criticado por aliados por supostamente estar muito fechado e não aceitar sugestões. Outra mudança de rumos foi adotada na comunicação digital. Nesta quarta-feira (7), Lula se encontrou com influenciadores e parlamentares recém-eleitos que têm familiaridade com o uso das redes sociais.

A partir de agora, eles irão atuar numa sala montada no QG da campanha de Lula no Lago Sul, em Brasília. O presidente tem mudado a própria postura na relação com as redes sociais. Apesar de dizer que não gosta de usar celular e fazer selfies, Lula passou a fazer vídeos neste formato.

Também mandou mensagens de voz para apoiadores em grupos de aplicativos de mensagens. Em relação aos temas, o presidente tem abordado mais os problemas na segurança pública e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), num tom mais duro do que o adotado no primeiro turno.

Leia a matéria completa em g1.globo.com

Recomendadas

Política

Datafolha divulga primeira pesquisa presidencial do 2º turno nesta quinta

Política

Após citar desorganização, Lula coloca petistas do Nordeste no comando da campanha

Geral

Planaltina, Santa Maria e Samambaia: veja agenda de Celina e Grass nesta 5ª