Advogado de Garotinho aparece como criador de arquivo usado em parecer

Advogado de Garotinho aparece como criador de arquivo usado em parecer

Metadados de parecer da PGE sobre a desistência de Anthony Garotinho apontam o advogado do ex-governador como autor do documento enviado nesta terça-feira (6). O vice-procurador-geral Alexandre Espinosa atribuiu o registro a um erro técnico do sistema. O advogado Marcello Dias de Paula negou ter elaborado o documento.

A desistência de Garotinho de recorrer de sua inelegibilidade pode alterar o resultado da eleição. Sem seus votos, Douglas Ruas (PL) pode vencer no primeiro turno. O advogado Marcello Dias de Paula, que integra a defesa de Anthony Garotinho (Republicanos), aparece como autor nos metadados do arquivo do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo sobre a desistência do recurso do ex-governador contra o indeferimento da candidatura.

O documento, no entanto, é oficialmente assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e obtida pela TV Globo. A decisão pode mudar o resultado da eleição no estado e dar a vitória a Douglas Ruas (PL) ainda no 1 º turno (entenda o impasse nas eleições do RJ).

O parecer foi anexado ao sistema da Justiça Eleitoral na terça-feira (6). Nos dados de origem do arquivo, o advogado de Garotinho aparece como autor, apesar de o documento ter sido assinado por Espinosa. Marcello Dias é sócio do escritório do ex-ministro do TSE Admar Gonzaga, que atua na defesa do ex-governador.

✅Clique aqui para seguir o canal do g 1 RJ no WhatsApp Espinosa afirmou que o parecer foi produzido em seu computador e atribuiu o registro a um possível erro técnico do sistema. Já Marcello Dias de Paula negou ter elaborado o documento e destacou que o posicionamento da Procuradoria é contrário à tese defendida pela defesa de Garotinho.

A TV Globo teve acesso aos metadados do parecer e confirmou a informação publicada pelo Estado de S. Paulo. A equipe de reportagem também verificou que, em outros documentos assinados por Alexandre Espinosa em processos distintos no TSE, o campo de autoria aparece identificado como “PGR PGR”.

Em nota ao Estadão, o Tribunal Superior Eleitoral informou que eventuais irregularidades ou fraudes, se questionadas, serão analisadas durante o julgamento do caso. O parecer é peça central na discussão sobre a desistência de Garotinho do recurso contra a decisão que barrou sua candidatura ao governo do Rio.

Após receber 3, 17% dos votos válidos no 1 º turno, o ex-governador abriu mão de recorrer da inelegibilidade. A desistência pode alterar o resultado da eleição. Sem os votos de Garotinho na contagem, o candidato Douglas Ruas (PL) ultrapassa a marca de 50% dos votos válidos e pode ser declarado eleito em 1 º turno.

Antes da votação, a avaliação era que uma eventual exclusão dos votos de Garotinho beneficiaria principalmente Eduardo Paes (PSD), que liderava as pesquisas de intenção de voto. Com o resultado das urnas, no entanto, o cenário mudou, e a anulação desses votos passou a favorecer Douglas Ruas.

O g 1 tenta contato com todos os citados na reportagem.

Leia a matéria completa em g1.globo.com

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