Integrantes da campanha do presidente Lula defendem tirar o foco da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e concentrar a atuação política nas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo apurou a coluna, após o julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (15/9), a orientação dada à militância foi deixar o episódio em segundo plano e concentrar os esforços em pautas relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
Lula passou a reagir mais diretamente à crise no STF em uma reta final marcada pelo aperto da disputa com Flávio LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova 2 de 3
O presidente Lula LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova 3 de 3
"Minha disposição pessoal é acabar com as bets", diz Lula Reprodução/YouTube
A estratégia, segundo interlocutores, passa pela avaliação de que, sem novos desdobramentos envolvendo o ministro André Mendonça e sem novos vazamentos, a repercussão dos últimos episódios tende a perder espaço no debate político.
A aposta do grupo seria direcionar a discussão para temas do cotidiano e para pautas com maior apelo entre os trabalhadores, como a proposta de redução da jornada de trabalho no regime 6×1.
Na quarta-feira (16/9), um dia após o julgamento, o presidente Lula deu o tom que deverá ser seguido pela campanha durante entrevista.
Além de criticar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da PEC que trata da jornada de trabalho.
“Eu espero que o Alcolumbre coloque em votação logo, para que a gente possa ter certeza de que a gente vai ter mais tempo para descansar, para cuidar da criança, para passear, para ler alguma coisa — e não para jogar nas bets”, afirmou Lula.

