Acoluna Fábia Oliveira descobriu com exclusividade que, após um longo período de espera e expectativas, Virginia Fonseca apresentou sua defesa à Justiça na Ação Civil Pública de R$ 120 milhões em que ela e a Blaze figuram como rés .
Na defesa, à qual tivemos acesso em primeiro mão, a influenciadora afirmou não manter qualquer atuação na operação da plataforma, razão pela qual não poderia ser responsabilizada por problemas de ordem operacional. Virginia explicou, também, não ter se envolvido na administração dos jogos, resultados, saques ou depósitos. Leia também Fábia Oliveira Blaze rebate MP e pede perícia em ação de R$ 120 milhões com Virginia Celebridades Virginia rompe contrato com a Blaze após ação civil. Entenda o caso Mirelle Pinheiro Após ação civil do MPDFT, Virginia anuncia fim do contrato com a Blaze Mirelle Pinheiro TJDFT fixa multa de até R$ 2 milhões contra Virginia e Blaze
Ainda no documento, que foi juntado aos autos nesta segunda-feira (21/9), a influenciadora negou veemente que sua remuneração variasse conforme a perda dos apostadores por ela captados. Ela sustentou que seu pagamento era, em regra, fixo, com remunerações mensais vinculadas às entregas de publicidade. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5
Look de Virginia Fonseca Instagram/Reprodução 2 de 5
Virginia Fonseca Instagram/reprodução 3 de 5
Virginia Fonseca Instagram/reprodução 4 de 5
Virginia Fonseca posa em uma das lives de sua empresa Instagram/Reprodução 5 de 5
Virginia Fonseca Reprodução
Virginia Fonseca expôs, ainda, que os contratos com a Blaze previam a produção de material de divulgação, notadamente stories, gravações e a utilização de sua imagem.
A empresária destacou em sua defesa o fato de que sua relação comercial com a Blaze ter se encerrado em 14 de agosto deste ano. As tratativas para a ruptura, segundo ela, já tinham sido iniciadas antes da propositura da polêmica ação na Justiça. Publicidade na Copa do Mundo
Ainda em sua defesa, a famosa afirmou que o story produzido sobre a disputa da Argentina e a seleção de Cabo Verde durante a Copa do Mundo 2026 foi, sim, identificado como publicidade. Ela garantiu que a publicação identificou a Blazer e continha a indicação “#publi”. Com isso, Virginia negou ter ocultado a natureza comercial de sua publicação.
Fonseca negou, ainda, que a publicação consistisse em uma promessa de lucro a seus milhões de seguidores. Ela alegou ter deixado evidente que o sucesso das apostas não era garantido. Registrou, ainda, que o resultado por ela defendido, no caso a vitória da seleção de Cabo Verde, também foi ventilado no âmbito do debate esportivo profissional da época. Dano moral
Virginia Fonseca alegou, ainda, em sua defesa não ser correto responsabilizá-la pelos problemas e fragilidades do mercado de apostas. Ela também questionou o montante de R$ 120 milhões a título de danos morais coletivos e a metodologia empregada para chegar ao valor. Entenda o caso AAção Civil Pública foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca e a Foggo, empresa detentora da marca e operação da Blaze no Brasil. O objetivo da ação seriagarantir a responsabilização por supostas práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e a adoção de medidas imediatas para impedir a repetição de abusos publicitários. Foi solicitada acondenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A ação destaca um episódio recente no qual Virginia, durante a Copa do Mundo de 2026, divulgou conteúdo em seus stories em que aparentava realizar aposta na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a Argentina, sem identificar com clareza que o material se tratava de publicidade.

