Violência, corrupção e economia: compare propostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Violência, corrupção e economia: compare propostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2 º turno da eleição presidencial. Confira as propostas dos candidatos sobre os temas que mais preocupam os brasileiros. Na segurança, Flávio propõe classificar facções como narcoterroristas e criar megapresídios com inspiração em El Salvador.

Lula defende o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública e a criação de um ministério próprio para discutir o tema. Para a economia, o candidato do PL propõe redução de impostos e desestatização. O petista foca no arcabouço fiscal, reindustrialização e valorização do salário mínimo.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) avançaram ao 2 º turno da eleição presidencial, com o candidato do PL à frente do petista com 47, 03% ante 45, 16%. O g 1 reuniu propostas dos planos de governo dos dois candidatos em relação aos temas que mais preocupam o brasileiro.

De acordo com pesquisa Quaest de 28 de setembro, violência, corrupção e economia são os temas de maior preocupação. Veja os números: ✅ Siga o canal de notícias de eleições do g 1 no WhatsApp Qual é a sua maior preocupação sobre o Brasil hoje? Violência: 29%; Corrupção: 21%; Economia: 19%; Saúde: 11%; Problemas sociais: 9%; Educação: 7%.

Confira o que os candidatos ao 2 º turno da eleição presidencial propõem para cada um desses temas. Violência Flávio Bolsonaro (PL): Sob o nome "Brasil sem Medo", o plano do candidato do PL propõe, entre outros pontos, a construção de megapresídios e a redução da maioridade penal.

Classificar facções e milícias como organizações narcoterroristas, retomando territórios; Reduzir a maioridade penal para 16 anos; Criar o Sistema Nacional de Fronteira, com tropas de elite das Forças Armadas para interceptar armas e drogas, promovendo ocupação militar em portos e aeroportos; Construir cinco presídios de segurança máxima, com inspiração no modelo de El Salvador, além de abrir meio milhão de novas vagas no sistema prisional e zerar o déficit carcerário; Castração química de criminosos que abusam de mulheres e crianças; uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores de mulheres; fim da progressão de regime para quem comete crimes hediondos; pena quadruplicada para condenados por furto ou revenda de celulares; Dobrar o orçamento federal para Segurança Pública ao longo do mandato; Projeto Muralha Brasileira com um milhão de câmeras e reconhecimento facial, inspirado no programa Smart Sampa, de São Paulo; Redirecionamento de recursos destinados a famílias de detentos para familiares de vítimas.

Lula (PT): As propostas do candidato do PT seguem a linha dos programas implantados no governo atual, além do foco na aprovação da PEC da Segurança Pública, que propõe redistribuir as atribuições de Governo Federal, Estados e Municípios na segurança pública. Fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e da Lei Antifacção, focando na inteligência tática e no estrangulamento financeiro/patrimonial das facções.

O programa prevê R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para estados e municípios; Propõe a consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), a criação do Ministério da Segurança Pública e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC da Segurança Pública) para redefinir as atribuições dos entes federados e expandir a atuação federal; Fortalecimento do sistema penitenciário federal, ampliação da capacidade operacional e protocolo nacional de classificação e transferência de presos; Fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) na Amazônia Legal; Expansão e aprimoramento do Programa Celular Seguro, que protege o aparelho e os dados do usuário em casos de roubo, furto ou perda.

Corrupção Flávio Bolsonaro (PL): As medidas anticorrupção do candidato do PL tratam de reforma do Estado, com redução da máquina pública e retomada de projetos do governo Jair Bolsonaro (2019-2022). "Tesouraço" na máquina pública, com corte de dez ministérios, redução de cargos comissionados e eliminação de supersalários e penduricalhos; Revisão do pacto federativo; agilizar aprovação, liberação e prestação de contas de recursos para os municípios; dar transparência, controle e rastreabilidade às emendas parlamentares; Reedição de um pacote antifraude na Previdência, nos moldes da MP Antifraudes editada no governo Jair Bolsonaro; Fortalecimento da Lei das Estatais, sancionada em 2016, para o recrutamento profissional de executivos via mercado, o fim de indicações políticas e a proteção dos fundos de pensão das empresas públicas; Retomada do "Programa Nacional de Desestatização"; Fim da reeleição presidencial; Reformas no Judiciário.

Lula (PT): As propostas do candidato do PT são medidas de transparência na gestão pública, para rever o sistema de emendas parlamentares e modernizar o funcionamento do Estado. Manutenção do Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, investindo na modernização do Portal da Transparência com uso de inteligência artificial e dados abertos.

Continuar enfrentando distorções no orçamento federal, combatendo o orçamento secreto e revendo o modelo impositivo das emendas parlamentares. Economia Flávio Bolsonaro (PL): O plano de governo do candidato do PL centraliza as medidas da economia em um ajuste fiscal por meio de "Tesouraços", além da revisão da Reforma Tributária e retomada do Programa Nacional de Desestatização.

Programa "Ganha, Ganha", em que brasileiros, ao realizarem cursos de capacitação e manterem seus pagamentos em dia, receberão benefícios como juros menores, cashback (parte do dinheiro de volta), acesso facilitado ao crédito e descontos em serviços; Revisão da Reforma Tributária, reduzindo o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e impostos sobre consumo e produção; Ajuste fiscal e redução de impostos: por meio do "Tesouraço", para equilíbrio de contas por meio de cortes orçamentários e da redução da dívida pública;"Tesouraço da Burocracia" para reduzir entraves burocráticos, simplificar o ambiente de negócios e retomar o "Programa Nacional de Desestatização"; Na jornada do trabalhador, propõe modelos contratuais com menor custo ao empregador, direcionados para o primeiro emprego (pessoas entre 18 a 24 anos) e para trabalhadores acima de 50 anos.

Lula (PT): O candidato do PT prevê, se reeleito, criar condições para uma redução das taxas de juros. Traz ainda propostas voltadas para empreendedores, valorização do salário mínimo e garantias previdenciárias. Manutenção das regras do Novo Arcabouço Fiscal, aprovado no atual governo, buscando o equilíbrio primário aliado à manutenção dos pisos constitucionais sociais e à justiça tributária (taxação de offshores, fundos exclusivos e isenção de IR para rendas até R$ 5 mil); Fortalecimento da Nova Indústria Brasil (NIB), do Plano de Transformação Ecológica e dos investimentos do Novo PAC como motores do crescimento sustentável e da transição energética; Nas relações de trabalho, mantém a valorização acima da inflação do salário mínimo, apoia o fim da escala 6 x 1 com redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial, combate à "pejotização" e defende a regulação do trabalho por aplicativos com garantias previdenciárias.

Com base em programas como o Acredita, Procred 360, Desenrola, Pronampe e mecanismos dos bancos públicos, promete simplificar o ambiente de negócios e ampliar o acesso de empreendedores ao crédito. Ampliação do programa Brasil Mais Produtivo (B+P), alcançando micro, pequenas e médias empresas para fortalecer o empreendedorismo por meio de linhas de crédito voltadas à digitalização e produtividade.

Saúde Flávio Bolsonaro (PL): O candidato do PL propõe, se for eleito, a ampliação de sistemas já existentes, além do investimento em digitalização, IA, telemedicina e contratações com a iniciativa privada. Com o plano Brasil sem Fila, prevê a digitalização do SUS com o prontuário eletrônico único, o uso de Inteligência Artificial para agendamento.

O prontuário eletrônico único seria integrado com a rede privada. Promete a correção efetiva da Tabela SUS para cobrir o custo de atendimentos, além da contratação de serviços e exames na rede privada em horários ociosos. Propõe a ampliação da telemedicina, a entrega de remédios em domicílio para idosos e doentes crônicos, e Unidades Móveis de Saúde da Mulher (ônibus e barcos adaptados).

Lula (PT): O restabelecimento do piso constitucional da saúde e medidas que ampliem o alcance do SUS, por meio de programas já implantados no governo atual, estão entre as propostas do candidato do PT. Modernização e digitalização do SUS, com apoio ao uso de telemedicina e à consolidação do prontuário único do cidadão; Integração entre a Atenção Primária, a Vigilância em Saúde, a Assistência Farmacêutica e a Atenção Especializada, com prontuário compartilhado e articulação com as Ofertas de Cuidados Integrados (OCI); Expansão do Programa Mais Médicos, do Brasil Sorridente e do Farmácia Popular, com a gratuidade de medicamentos e fraldas.

O programa passará a incluir exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas. Incentivo à vacinação e à soberania sanitária por meio do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS); Ampliação do Programa Agora tem Especialistas, com aumento de mutirões, o terceiro turno de atendimento e parcerias com a rede privada para zerar filas de exames e cirurgias.

Ampliação de Centros Especializados de diagnóstico e tratamento do câncer (UNACONS e CACONS), com expansão de centros de radioterapia e cirurgia; Problemas Sociais, Assistência e Moradia Flávio Bolsonaro (PL): As propostas do candidato do PL retomam programas do governo Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo que se compromete a manter programas atuais.

Também prevê medidas voltadas a idosos. Compromete-se a manter os programas sociais existentes, mas com foco na superação da dependência do Estado. Cria trilhas de qualificação e garante prioridade em vagas de trabalho para beneficiários, com retorno imediato ao benefício em caso de perda de emprego; Proibição do uso de recursos de programas sociais para apostas e ampliação da orientação financeira pela rede da Caixa Econômica Federal (CEF); Determina a criação da Rede Nacional de Cuidado, com a ampliação de apoio a idosos e PCDs, com atendimento domiciliar e centros-dia em parceria com a iniciativa privada; Cria o programa Casa Segura para Envelhecer e impulsiona a entrega de escrituras e títulos de propriedade (urbanos e rurais); Retoma o programa Casa Verde e Amarela.

Lula (PT): As propostas do candidato do PT visam manter e ampliar programas já estabelecidos no atual governo e em governos anteriores de Lula. Ampliação de Cuidotecas, cozinhas solidárias e lavanderias públicas; Manutenção de programas como o Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, com a ampliação de outros instrumentos para ampliar o acesso à moradia, como o Compra Assistida, Reforma Casa Brasil e o Periferia Viva, voltado à urbanização de favelas, saneamento e contenção de encostas.

No enfrentamento ao racismo, propõe implantar as deliberações da 5 ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (V CONAPIR) e regulamentar o Estatuto da Igualdade Racial; Na promoção de direitos a povos indígenas, implantar plenamente a Universidade Indígena, criada em 2026; Às mulheres, ampliar o Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, concluir a construção das 30 Casas da Mulher Brasileiras, 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira e ampliar as Salas Lilás.

Com base na Lei de Igualdade Salarial, aprovada em 2023, seguir com programas de fomento e apoio à participação de mulheres no mercado de trabalho. Educação Flávio Bolsonaro (PL): As medidas do candidato do PL se voltam para parceria com a iniciativa privada no ensino técnico, expansão das Escolas Cívico-Militares e apoio às escolas em tempo integral.

Na educação infantil, propõe priorizar o método fônico na alfabetização e adotar a gestão escolar baseada em metas de desempenho e proficiência; Promete ampliar a oferta de creches e o oferecimento de "voucher-creche" para acesso à rede privada caso faltem vagas públicas; Cria o Programa Acolher, em que um aluno com bom desempenho é remunerado, e o Voucher Educacional para uso na rede privada em caso de falta de vagas públicas; Propõe levar tablets, robótica, computadores e internet às escolas; Defende diretrizes pedagógicas livres de pautas ideológicas e propõe a expansão das escolas cívico-militares; Apoio às escolas em tempo integral e ao programa Escola nas Férias, em que as escolas permanecerão abertas no período de férias escolares; No Ensino Superior, transferir a governança do Ministério da Educação para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, reestruturando o financiamento estudantil e incentivando a formação técnica, com participação do setor privado no custeio de bolsas.

Lula (PT): O plano do candidato do PT foca as medidas de educação na ampliação de programas atuais, concentrando investimentos nos Institutos Federais (IFs) e na educação em tempo integral. Reforça programas como o Pé-de-Meia. Para a educação infantil, continuar com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que dispõe a meta de 80% de crianças alfabetizadas na idade certa.

Com base no Novo PAC, ampliar e fomentar a construção de escolas e creches; Para adultos que não concluíram a educação básica, instituir uma estratégia nacional permanente de recomposição e aceleração das aprendizagens, com foco nos ensinos Fundamental e Médio; Incentivo à educação integral com financiamento garantido pelo Fundeb; Manutenção do piso nacional do Magistério, com incentivos à formação continuada e bolsas de licenciatura, incluindo o Pé-de-Meia Licenciatura e Bolsa Mais Professores; Universalização da internet de alta velocidade nas escolas públicas e ampliação do acervo do MEC Livros, com inclusão de novas línguas no MEC Idiomas; Aprimoramento do Programa Pé-de-Meia, manutenção de incentivos aos cursinhos populares e ampliação o acesso à moradia estudantil àqueles que estão no Ensino Superior; Expansão da rede federal com 111 novos Institutos Federais (IFs), manutenção do Partiu IF, cursinho preparatório para ingresso nas instituições; Conclusão de unidade do ITA, no Ceará; da Universidade Indígena e da Universidade do Esporte.

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