VÍDEO: lutador do PR que ficou sem movimentos após golpe fala pela 1ª vez

VÍDEO: lutador do PR que ficou sem movimentos após golpe fala pela 1ª vez

O lutador Willian "Kabuto" Hiroyuki falou pela primeira vez desde que foi vítima de um golpe durante uma luta de jiu-jitsu em Londrina, no Norte do Paraná. O faixa-preta ficou sem os movimentos das pernas após sofrer uma lesão na coluna cervical. Em vídeo publicado nas redes sociais, Willian agradeceu pelas orações e disse estar em casa.

Willian foi internado no Hospital Evangélico no dia 22 de agosto, quando fraturou as vértebras C 5 e C 6 na competição Super Pro Jiu-Jitsu. O lutador Willian "Kabuto" Hiroyuki falou pela primeira vez desde que foi vítima de um golpe durante uma luta de jiu-jitsu em Londrina, no Norte do Paraná.

O faixa-preta ficou sem os movimentos das pernas após sofrer uma lesão na coluna cervical. Em vídeo publicado nas redes sociais, Willian agradeceu pelas orações e disse estar em casa. Contudo, ele permanece em tratamento por meio de internação domiciliar. ✅ Siga o g 1 Londrina e região no WhatsApp"Então, por isso que, por mais que eu esteja em casa, ainda preciso de tempo isolado.

Tanto pelos cuidados que eu preciso e também por mim mesmo, que eu ainda estou tentando processar tudo isso. Eu estou tentando me recuperar. Estou tentando melhorar cada coisa para que a minha cabeça fique bem. [...] Obrigado por acompanhar. Obrigado pelas orações e até a próxima", disse Willian.

Willian foi internado no Hospital Evangélico no dia 22 de agosto, quando fraturou as vértebras C 5 e C 6 na competição Super Pro Jiu-Jitsu, em uma luta na modalidade no-gi — em que os competidores se enfrentam sem kimono. O adversário era Juliano Di Pelli Machado.

Assista no início desta reportagem. O diagnóstico de William não foi divulgado. O neurocirurgião Marcus Valério Costa, que faz parte da equipe médica que cuida do caso, explicou que trata-se de um processo de recuperação longo. Em outro vídeo publicado no perfil oficial do faixa-preta, foi divulgado que ele consegue movimentar os antebraços.

Porém, ainda não consegue controlar pulsos, mãos e não possui sensibilidade em outras partes do corpo abaixo do peito. Atualmente, William permanece em isolamento e recebe visitas somente de familiares. Ainda nesta reportagem, confira: Como o caso chegou à políciaTestemunhas afirmam que golpe é ilegalO que diz o outro atleta envolvidoO que diz a organizaçãoComo o caso chegou à polícia No dia 24 de agosto, o promotor Renato de Lima Castro apresentou uma notícia-crime para que o caso seja investigado como lesão corporal de natureza gravíssima.

Ele estava acompanhando a transmissão da competição no momento do golpe. O g 1 teve acesso ao documento, que destaca a diferença de estatura e peso entre os dois atletas (aproximadamente 40 quilos de diferença) que estavam lutando quando tudo aconteceu. "Ocorre que, em ato de elevada periculosidade, flagrante a qualquer atleta ou espectador comum, o noticiado JULIANO projetou-se completamente, deixando cair todo o seu peso corporal sobre o corpo da vítima Willian ‘Kabuto’, de uma só vez, lesionando severamente a vítima em posição grave de submissão", consta na notícia-crime.

A Polícia Civil recebeu a notícia-crime e passou a investigar o caso. Leia também: Sorte: Bolão do Paraná acerta a quadra da Quina e leva prêmioMoto estava abandonada: Tatuador sai para comprar materiais de trabalho e desaparece no ParanáDenunciado pelo Ministério Público: Após matar médica no Paraná, advogado tomou banho, trocou de roupa e fugiu com carro da vítimaTestemunhas afirmam que golpe é ilegal No dia 22 de setembro, a Polícia Civil informou que havia coletado cinco depoimentos de testemunhas para investigar as circunstâncias da lesão sofrida pelo lutador.

Conforme a atualização, todas foram unânimes em dizer que o faixa-preta foi vítima de um golpe ilegal. Depoimentos dos lutadores envolvidos serão colhidos e outras apurações serão feitas para comprovar, ou não, a ilegalidade. No dia 4 de setembro, o delegado Roberto Fernandes disse que havia solicitado fichas cadastrais e alvarás para continuar a investigação.

O que diz o outro atleta envolvido O advogado Felipe de Melo, que representa Juliano Di Pelli Machado, disse ao g 1 que aguarda as respostas da organização do evento à notificação da defesa e a conclusão das diligências pelas autoridades. Ele também disse que o lutador soube da alta hospitalar de William e "recebeu a informação com alívio".

Em 24 de agosto, o advogado afirmou que o lutador está à disposição para prestar esclarecimentos. Leia na íntegra: "O atleta Juliano Di Pelli Machado, por meio de sua defesa, manifesta-se sobre o ocorrido durante o Campeonato Super Pro Jiu-Jitsu, realizado em Londrina/PR.

Em primeiro lugar, e acima de qualquer outra consideração: Juliano está profundamente abalado com o estado de saúde de Willian Hiroyuki Masuda, atleta a quem respeita e reconhece como adversário de alto nível. Seus pensamentos, e os de sua família, estão inteiramente voltados à recuperação de Willian.

À família e à equipe do atleta, Juliano estende sua solidariedade e coloca-se integralmente à disposição para o que estiver ao seu alcance. Juliano tomou conhecimento, ainda hoje (24), da existência de uma comunicação dirigida à autoridade policial a respeito do episódio.

Reafirma seu total respeito às instituições e sua absoluta disposição em colaborar com toda e qualquer apuração, prestando os esclarecimentos que lhe forem solicitados pelas autoridades competentes. Precisamente por respeito à investigação — e porque a apuração de um fato ocorrido em competição depende de exame técnico do registro audiovisual, do regulamento da modalidade e da manifestação da arbitragem —, a defesa entende que o lugar adequado para os esclarecimentos é o procedimento oficial, e não o debate público.

Não se trata de esquiva: trata-se de garantir que os fatos sejam apurados com a serenidade e o rigor técnico que a gravidade da situação exige, e não pela repercussão de imagens editadas em redes sociais. Juliano é atleta profissional, medalhista em Campeonato Europeu e em Campeonato Mundial, com trajetória construída ao longo de anos de competição em alto nível e sem qualquer histórico de conduta antidesportiva ou punição disciplinar.

O jiu-jitsu é sua vida e sua profissão. Os valores da modalidade — respeito ao adversário, disciplina e lealdade — orientam sua conduta dentro e fora do tatame." O que diz a organização do evento O g 1 tenta contato com a Confederação Brasileira de Jiu Jitsu (CBJJ) desde o dia 25 de agosto, questionando se há um posicionamento sobre o caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota oficial publicada em rede social, o Super Pro Jiu-Jitsu disse acompanhar a situação. Confira: "Durante o Super Pro Jiu-Jitsu de hoje, um atleta sofreu uma lesão em luta e foi prontamente atendido pela equipe médica e pela ambulância do serviço Mais Saúde, responsável pelo suporte no local.

O competidor recebeu os encaminhamentos indicados após a avaliação técnica. A organização acompanha a situação junto à família, prestando o suporte cabível, e reitera seu compromisso com a segurança e o cumprimento de todos os protocolos. Desejamos ao atleta uma pronta recuperação e nos solidarizamos com ele e seus familiares." O g 1 também fez contato com a Federação de Jiu Jistu do Paraná, que explicou que não tinha conhecimento sobre a realização do campeonato.

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