VÍDEO: jornalista dos EUA é agredida por colonos israelenses na Cisjordânia

VÍDEO: jornalista dos EUA é agredida por colonos israelenses na Cisjordânia

Uma fotojornalista dos Estados Unidos ficou ferida nesta sexta-feira (16) após ser agredida por colonos israelenses na Cisjordânia. Heidi Levine, que trabalha para o Washington Post, estava perto das localidades de Turmus Ayya e Khirbet Abu Falah quando foi atacada. Um vídeo feito por uma testemunha e obtido pela agência de notícias Reuters mostra Heidi no chão até ser socorrida por colegas e levada para um hospital em Ramallah (veja acima). "De repente vi mais de 50 homens mascarados. Eles carregavam bastões de madeira, e acho que também barras de ferro. Fui atacada, empurrada ao chão. Felizmente, eu estava usando meu colete à prova de balas e meu capacete; caso contrário, provavelmente nem estaria aqui, porque eles não paravam de me chutar, sem parar", relatou ela a vários jornalistas, ainda no leito de internação, com a mão esquerda enfaixada e curativos na perna. Segundo testemunhas ouvidas pela Reuters, o grupo que atacou a americana era formado por cerca de 80 colonos. Alguns deles carregavam botijões de gás que foram usados para queimar as oliveiras onde palestinos estavam reunidos para colher azeitonas maduras. Vestidos de preto e com os rostos mascarados, os israelenses também atiraram pedras contra os moradores. Além da jornalista, outra pessoa ficou ferida. “Os colonos querem nos atacar e nos expulsar de nossas casas”, disse Moutaz Abdelhadi, de 42 anos, um agricultor que testemunhou o ataque em Abu Falah. Ainda de acordo com os relatos, o ataque continuou mesmo após a chegada de militares de Israel, com soldados disparando gás lacrimogêneo na direção dos palestinos que haviam se esquivado de veículos que passaram em alta velocidade pela área. Um fotógrafo da Reuters afirma ter visto pelo menos um colono armado (veja imagem abaixo). Em comunicado, as forças militares de Israel informaram que soldados e policiais de fronteira dispararam o que descreveram como tiros de advertência após se posicionarem na área e, em determinado momento, também efetuaram disparos na direção de uma pessoa que, segundo as tropas, representava uma ameaça. "Tentativas de incitar atritos entre populações comprometem a segurança na região. Ataques e atos de violência contra civis inocentes são graves e inaceitáveis", diz o pronunciamento das IDF. O Washington Post não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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