Uso de cosméticos na vulva e na vagina exige cuidados e autoconhecimento

Uso de cosméticos na vulva e na vagina exige cuidados e autoconhecimento

Para a maioria das mulheres, o autocuidado costuma estar associado à pele e aos cabelos. Para outras, no entanto, a região íntima também merece uma atenção que vai além da higiene básica, envolvendo o uso de produtos como hidratantes, espumas, desodorantes e até séruns. Esse hábito, porém,muitas vezes acaba causando mais problemas de saúde do que trazendo os benefícios esperados. Leia também Pouca vergonha Kegel: como fazer o exercício que fortalece a vagina e turbina o sexo Pouca vergonha Fetiche de introduzir calcinha na vagina viraliza; o que diz sexóloga Pouca vergonha Peido vaginal no sexo: médico desmistifica preconceito de “frouxidão” Pouca vergonha Ginecologista explica como ter “duas vaginas” pode afetar o sexo Vulva vs. vagina

AoMetrópoles , a sexóloga Stephanie Seitz destaca que,antes de falar sobre produtos, é importante conhecer o próprio corpo .

“Falamos tranquilamente sobre cabelo, pele, seios e bumbum, mas ainda existe constrangimento quando o assunto é vulva. Conhecer essa parte do corpo também é autocuidado”, afirma.

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O termo, nesse caso, corresponde à região genital externa, enquanto a vagina está relacionada ao canal interno. “Essa diferença é importante, inclusive, quando falamos sobre cosméticos íntimos, já que muitos deles são desenvolvidos exclusivamente para uso externo”, salienta.

Segundo a especialista, cuidar da área íntima não significa criar uma rotina com inúmeros passos, principalmente porque a vagina possui mecanismos próprios e não deve ser tratada como uma região que precisa ser perfumada com cosméticos . Ao utilizá-los na vulva, por outro lado, é importante respeitar a sensibilidade e as orientações das embalagens.

“Cuidado íntimo não pode virar uma cobrança para que a mulher esteja o tempo inteiro tentando corrigir o próprio corpo. Higiene é uma coisa. Achar que todo cheiro natural precisa desaparecer é outra”, chama atenção.

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Seitz acrescenta que é fundamental saber a diferença entre autocuidado e tratamento médico. Ressecamento persistente, ardência, dor durante o sexo ou qualquer alteração de odor devem ser avaliadas por ginecologistas , e não mascaradas por esses itens.

“Outro cuidado importante é não tentar diagnosticar todo desconforto íntimo em casa. Conhecer o corpo também significa perceber quando alguma coisa saiu do seu padrão. Se existe um sintoma, não é hora de tentar escondê-lo com perfume ou qualquer outro cosmético. É hora de procurar orientação médica”, enfatiza.

Por último, a sexóloga lembra que o entendimento de que existem diferentes tipos de vulva ajuda atirar o corpo feminino do lugar da vergonha .

“Não é sobre perfume, depilação ou padrão estético. Quanto menos vergonha existe em conhecer o próprio corpo, mais espaço existe para cuidado, autonomia, conforto e uma sexualidade vivida sem tantos tabus”, conclui.

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