A eleição para o Senado Federal, uma das prioridades para o PL e para o PT, enfrenta uma dificuldade natural: a não votação. A eleição de senador é a que registra os maiores percentuais de votos brancos e nulos entre as que precisam de voto direto no candidato.
🔎 A não votação ocorre quando o eleitor comparece às urnas, mas não vota para determinado cargo. Veja como votar para o Senado Federal nas Eleições de 2026 Considerando dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde a eleição de 1998, o percentual de para o Senado foi maior do que o registrado nas disputadas para a Presidência da República e os governos dos estados.
🔎 A comparação com as eleições para presidente e governador se dá porque, assim como para esses cargos, uma pessoa só é eleita para o Senado se tiver votos diretos – é a chamada eleição majoritária. Ou seja, votos dados somente para o número do partido não são válidos.
As duas últimas eleições demonstram bem essa diferença. Em 2018, ano no qual a população pôde votar para dois senadores por estado, 26, 9% dos eleitores votaram branco ou nulo na escolha para o Senado. Em comparação, para governador, 18, 57% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto.
Já para presidente, somente 8, 8% fizeram a mesma escolha. Nas eleições seguintes, em 2022, o percentual de brancos e nulos teve a primeira queda desde a eleição de 2002. Foram 18, 7% do total de votos. A disputada pelo Senado é uma prioridade para aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principais concorrentes na disputa pela Presidência da República, pelo seu papel estratégico no atual momento político do país.
Entre as atribuições exclusivas dos senadores está votar tanto a nomeação quanto o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2026, 54 vagas das 81 estão em disputa - novamente dois senadores serão eleitos para cada estado. Para o PL, o objetivo é conseguir maioria para conseguir ficar com a presidência do Senado e, assim, dar andamento para os pedidos de impeachment de diferentes ministros da Suprema Corte.
Dificuldades na votação O fato de que 54 vagas estão em disputa é um elemento que dificulta o processo eleitoral. Em 2018, por exemplo, muitos eleitores realizaram a chamada votação incompleta, segundo o próprio Senado. Ou seja, votou somente para um senador e não para dois.
Neste ano, a votação deve ser feita para dois candidatos diferentes – o eleitor não pode votar duas vezes para o mesmo senador. Também não é possível votar somente no partido; é preciso saber o número exato do candidato que deseja votar. Caso o eleitor vote para o mesmo candidato na segunda vaga, por exemplo, o segundo voto será anulado automaticamente.
Votar somente no partido tem o mesmo resultado.

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