O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta e o X enviem relatórios sobre regras de inteligência artificial e anúncios políticos. A decisão atende a pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva contra o candidato Flávio Bolsonaro. Alega-se abuso de poder e favorecimento pelas plataformas. Também nesta sexta-feira (23), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, reúne-se com Meta, X, TikTok e Kwai antes do segundo turno, no domingo (25). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) e o X apresentem um relatório detalhando as regras das plataformas sobre uso de inteligência artificial (IA), distribuição de conteúdos políticos, veiculação de anúncios eleitorais e remoção de publicações. O corregedor analisa um pedido de investigação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra o adversário nas urnas, senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação do petista alega abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, com suposto favorecimento da chapa adversária pelas plataformas digitais, além de restrições ao alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhas na distribuição de propaganda eleitoral. Entre os casos citados, está a remoção pela Meta de um vídeo do projeto Revelando no Instagram, apresentado pelo cantor MC Cabelinho e com críticas a Flávio Bolsonaro, sob alegação de uso excessivo de IA. Também alega que o Grok, ferramenta do X, apresentaria respostas distintas a solicitações materialmente equivalentes relacionadas às candidaturas, além de apontar a possibilidade de geração de conteúdos político-eleitorais sem solicitação específica dos usuários. ➡️Nesta sexta-feira (23), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deve se reunir com representantes das plataformas X, Meta, TikTok e Kwai para uma reunião de alinhamento final antes do segundo turno. Eleitores vão às urnas no próximo domingo (25). O que diz o pedido A campanha de Lula alega que há nas redes sociais citadas: Favorecimento de determinados perfis políticos na distribuição de publicações. Restrição ou redução do alcance de conteúdos favoráveis à candidatura adversária. Possíveis diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial. Erros em traduções automáticas e nos resultados de buscas por GIFs e hashtags. Problemas na distribuição de anúncios eleitorais pagos. - Esta reportagem está em atualização.
TSE dá 24h para Meta e X explicarem como distribuem posts políticos
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