Um torcedor do Boca Juniors teve R$ 30. 350 cobrados em uma corrida de táxi de R$ 30, 75 em São Paulo. O motorista foi indiciado por estelionato eletrônico. O motorista alegou que o valor era uma "gorjeta" ou "doação". Ele usou R$ 19 mil para pagar dívidas e devolveu cerca de R$ 11, 7 mil à vítima.
A polícia apreendeu o veículo por irregularidades de trabalho do motorista. Segundo a polícia, Marcos trabalhava de forma irregular, pois o táxi pertence a uma frota e o responsável pelo veículo havia pedido que ele o devolvesse. Apesar do caso, o torcedor pretende voltar ao Brasil para assistir a outro jogo em outubro.
O táxi usado pelo motorista que cobrou R$ 30. 350 de um torcedor argentino do Boca Juniors foi apreendido administrativamente pela SPTrans por irregularidades, segundo a Polícia Civil de São Paulo. O caso ocorreu em 15 de setembro, antes da partida entre São Paulo e Boca Juniors, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.
De acordo com os policiais, o motorista, Marcos Oliveira de Morais, trabalhava de forma irregular porque o veículo pertence a uma frota, e o responsável pelo táxi havia pedido que ele o devolvesse. Como o carro não foi entregue, o responsável também teria registrado uma queixa.
Marcos foi localizado pela Polícia Militar durante uma blitz. Na abordagem, foram encontradas uma máquina de pagamento e um celular, que foram apreendidos para perícia, segundo a polícia. O motorista foi indiciado por estelionato cometido por meio eletrônico e responde pelo crime em liberdade.
Aos policiais, ele afirmou que acreditava que os R$ 30. 350 recebidos do torcedor fossem uma "gorjeta" ou "doação". A corrida havia sido informada pelo motorista como de R$ 30, 75. Após o pagamento eletrônico, porém, o argentino verificou que R$ 30. 350 haviam sido debitados de sua conta.
Segundo os policiais, Marcos afirmou que usou parte, R$ 19 mil, para pagar dívidas e que, por isso, não teria como devolver todo o valor de uma vez. Ele teria proposto pagar R$ 1 mil por mês durante 15 meses. Cerca de R$ 11, 7 mil já foram devolvidos ao torcedor.
“Nosso entendimento é má-fé mesmo do motorista”, disse ao g 1 Luiz Alberto Guerra, delegado da 1 ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (DEATUR), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) da Polícia Civil de São Paulo. A Polícia Civil indiciou o motorista por estelionato eletrônico e responde pelo crime em liberdade.
'Agiu de má-fé' “Ele me deu uma máquina, e eu digitei R$ 30, 75. Depois, apareceu uma compra de R$ 30. 350. Não errei o número nem fiz doação a ele. Eu fiz uma transação de R$ 30, eu não coloquei R$ 30 mil a mais. Não é possível”, falou o argentino ao g 1. "De qualquer maneira, tenha sido um erro meu ou não, a pessoa agiu de má-fé porque não devolveu o dinheiro", falou a vítima, que pediu para não ser identificada.
Apesar do transtorno em solo brasileiro, ele pretende voltar ao país para assistir ao jogo entre Vasco e Boca, no jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para 20 de outubro. "Mas tomarei mais cuidado. Temos que aprender a não confiar em ninguém." O comprovante indica que o dinheiro foi para uma conta vinculada a Marcos.
Segundo o registro policial, ele confirmou ter recebido a quantia e disse que havia entendido que se tratava de uma “doação”. O torcedor do Boca ainda enviou à investigação trocas de mensagens com o motorista por celular, nas quais cobra o valor descontado a mais pela corrida de táxi (veja imagens nessa reportagem).
Como o motorista não respondeu às mensagens do argentino, ele procurou a Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista para registrar a ocorrência. A Polícia Militar (PM) acabou localizando Marcos durante uma blitz.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/a/bAjhrlQiuAbFREGbF9WQ/fotojet-37-.jpg)