A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5, 3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.
O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5, 6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5, 6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.
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O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103, 5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0, 8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores. A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4, 1%, ou mais 306 mil pessoas).
Carteira assinada na máxima O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39, 5 milhões, também recorde. A população desocupada terminou o período em 5, 8 milhões de pessoas, recuo de 4, 6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.
A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2, 4 milhões até agosto - patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11, 9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37, 5%, o que representa 38, 8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37, 3%. O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13 º salário. Massa salarial recorde O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3. 777. No trimestre até maio era R$ 3. 752. O maior já registrado foi R$ 3. 783, no trimestre terminado em fevereiro de 2026.
A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385, 6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1, 4% no trimestre (mais R$ 5, 2 bilhões) e de 4, 8% (mais R$ 17, 5 bilhões) em um ano.
Recorde de contribuintes para a Previdência De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68, 5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66, 2 contribuem.
Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte. O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
Retrato do mercado de trabalho A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa.
São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5, 1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14, 9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
