Selic: BC decide nesta quarta entre novo corte ou manutenção da taxa de juros

Selic: BC decide nesta quarta entre novo corte ou manutenção da taxa de juros

O Copom reúne-se nesta quarta-feira (16) para decidir a taxa básica de juros, atualmente em 13, 75%. O mercado está dividido entre um novo corte ou a manutenção. Com juros reais de 8, 45% ao ano, o Brasil lidera o ranking de juros de 40 países. A Rússia aparece em 2 º lugar. Após a reeleição de Lula, o mercado elevou as projeções de inflação e do dólar. O BC define os juros mirando o 2 º trimestre de 2028. O C 6 Bank prevê a manutenção dos juros em 13, 75% nesta quarta-feira (16). Já o Inter estima redução de 0, 25 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (16) para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 13, 75% após cinco cortes seguidos. 🕝A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18 h. Na primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato, os economistas dos bancos estão divididos: a maioria ainda aposta em um novo corte, para 13, 50% ao ano, mas parcela considerável prevê manutenção da Selic no atual patamar. Com a Selic em 13, 75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8, 45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6, 79% ao ano. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Piora de cenário Depois de confirmada a vitória de Lula, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1, 5% e 4, 5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Deste modo, uma piora das expectativas do mercado não é automaticamente incorporada ao cenário utilizado pela autoridade monetária para definir a taxa de juros. Opinião dos analistas De acordo com comunicado do C 6 Bank, assinado pelo economista-chefe Felipe Salles, o Copom deve manter a taxa Selic em 13, 75% ao ano nesta quarta-feira, interrompendo o ciclo de cortes de juros que vinha sendo implementado. "Na nossa visão, a piora do cenário prospectivo para a inflação [antes mesmo da forte deterioração desta semana] reduz o espaço para novos cortes. Também projetamos manutenção da Selic em 13, 75% na reunião de dezembro, com a taxa permanecendo nesse patamar ao final de 2026 e de 2027", diz a nota do C 6 Bank. Já a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, manteve expectativa que o BC promova um corte de 0, 25 ponto percentual na taxa de juros, para 13, 50% ao ano, e que, depois, comunique uma pausa no ciclo de redução na próxima reunião. "Apesar da maior incerteza e aumento do prêmio de risco na curva de juros futuros, a taxa Selic em 13, 50% permanece restritiva o suficiente para amortecer os choques inflacionários esperados para o começo de 2027, considerando o horizonte da política monetária o 2 º trimestre de 2028, mas não vemos espaço para a continuidade dos cortes nesse momento [após a decisão desta quarta]", diz a analista do banco Inter.

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