Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz

Rússia e Ucrânia trocam ataques em meio a tentativa de acordo de paz

A Rússia atacou Kiev nesta terça-feira (8) após a saída de enviados dos EUA. Bombardeios com mísseis e drones deixaram ao menos 2 mortos e 10 feridos. Drones ucranianos também atingiram Saratov, na Rússia, deixando feridos. A Ucrânia abateu 142 drones e 33 mísseis russos durante a madrugada.

A Polônia mobilizou aeronaves de forma preventiva devido à ofensiva russa. O Reino Unido anunciou 100 milhões de libras para fortalecer a defesa ucraniana. A ofensiva ocorreu após reuniões de enviados americanos com autoridades de ambos os países. O presidente Volodymyr Zelensky classificou os contatos diplomáticos como construtivos.

A Rússia voltou a atacar Kiev na madrugada desta terça-feira (8), poucas horas após a saída dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner da capital ucraniana. Segundo autoridades locais, os bombardeios com mísseis e drones deixaram ao menos duas pessoas mortas e dez feridas, além de provocar incêndios e danos em edifícios residenciais.

Veja no vídeo acima. Autoridades da região de Saratov, às margens do rio Volga, afirmaram que drones ucranianos atingiram infraestrutura civil e deixaram feridos na Rússia. A região abriga uma grande refinaria da estatal Rosneft, além de outras instalações industriais e militares.

Uma pessoa morreu em um ataque ucraniano na de Starodub, na região fronteiriça de Bryansk, segundo o governador interino da região, Yegor Kovalchuk. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp Explosões foram ouvidas em diferentes regiões da cidades ucranianas durante a noite.

De acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, moradores ficaram presos em um prédio residencial após os ataques. A administração militar da capital informou que destroços de mísseis atingiram um edifício de cinco andares e outro bloco residencial de três pavimentos.

Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 14 prédios, um alojamento estudantil, uma escola, uma clínica e galpões foram danificados. A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou dezenas de mísseis e 166 drones contra o país durante a madrugada, concentrando os ataques principalmente na região de Kiev e na área de Odessa.

Ainda segundo os militares, foram abatidos 142 drones, 31 dos 32 mísseis de cruzeiro disparados e dois mísseis balísticos. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia relacionou a ofensiva ao momento diplomático recente. Em publicação nas redes sociais, o chanceler Andrii Sybiha afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou um novo ataque em larga escala logo após a partida dos negociadores americanos.

“Os mísseis balísticos falam mais alto que as palavras sobre diplomacia”, escreveu Sybiha, ao pedir mais pressão internacional sobre Moscou e o envio de interceptadores para reforçar a defesa aérea ucraniana. Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e logísticas em Kiev, na região ao redor da capital e também no porto de Chornomorsk, no Mar Negro.

Polônia ativa operações e Reino Unido anuncia ajuda Em meio aos ataques, a Polônia, integrante da Otan e da União Europeia, realizou operações aéreas preventivas e mobilizou aeronaves em resposta à ofensiva russa, informou o Exército polonês. O aeroporto de Lublin, no leste do país, chegou a suspender temporariamente suas operações.

O episódio ocorre em meio ao aumento das preocupações europeias com a chamada “guerra de drones” entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dois anos, drones envolvidos no conflito já cruzaram ou caíram em pelo menos 20 países europeus, segundo levantamento do g 1, alimentando temores sobre uma escalada das tensões entre Moscou e a Otan.

Também nesta terça-feira, o Reino Unido anunciou um pacote de 100 milhões de libras (cerca de R$ 692 milhões) para fortalecer a defesa aérea ucraniana, incluindo o fornecimento de mísseis Patriot. Negociações seguem incertas Os ataques ocorreram dias após reuniões em Moscou e Kiev de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentam impulsionar as negociações para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022.

Na segunda-feira (7), o entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, mas disse que ainda é cedo para definir quando e onde um novo encontro poderá ocorrer. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “construtivas” as conversas recentes e afirmou que novos contatos diplomáticos já estão sendo preparados.

Segundo ele, as discussões abordaram necessidades de defesa aérea, cooperação tecnológica e apoio internacional para o próximo inverno no país. *Com informações da Reuters.

Leia a matéria completa em g1.globo.com

Recomendadas

Geral

Alvarez e Romero se preparam em Anfield

Música

“Síndrome do pós-confinamento”: Luiza Ambiel revela efeito após A Fazenda

Geral

Ana Hickmann coloca a mão na massa e decora itens para o próprio casamento