Ruas vai comandar votação do orçamento que executará como governador

Ruas vai comandar votação do orçamento que executará como governador

O governador eleito Douglas Ruas quer rever a proposta do orçamento de 2027 antes da votação na Alerj. O projeto prevê deficit superior a R$ 13 bilhões. Nesta terça-feira (13), Ruas se reuniu com o governador interino Ricardo Couto para iniciar a transição. Ele permanece na presidência da Alerj até 5 de janeiro.

A Alerj deve analisar um projeto de lei sobre devedores contumazes de tributos. A proposta será discutida na Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira (14). O orçamento do governo do Rio de Janeiro para 2027 prevê um déficit superior a R$ 13 bilhões, e o governador eleito, Douglas Ruas (PL), afirma que pretende rever a proposta antes da votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A situação tem um componente incomum: Ruas ainda preside a Casa e deverá conduzir a discussão do orçamento que terá de administrar quando assumir o Palácio Guanabara. 📱Baixe o app do g 1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Nesta terça-feira (13), Ruas se reuniu com o governador interino, o desembargador Ricardo Couto, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), para iniciar as conversas sobre a transição de governo.

Depois do encontro, o presidente da Alerj seguiu para a Assembleia, onde participou da primeira sessão desde que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o proclamou governador. Ruas permanece na presidência da Alerj até 5 de janeiro. A posse no governo estadual está prevista para janeiro de 2027.

Ruas pretende alterar orçamento Em entrevista ao RJ 2 no sábado (10), após a retotalização dos votos, Ruas afirmou que não concorda com a aprovação do orçamento nos termos em que foi enviado pelo governo interino. "Eu pretendo sim, discutir esse orçamento. Não concordo que a gente aprove essa a peça da maneira que se encontra com mais de R$ 13 bilhões de déficit", disse o governador eleito.

Ele argumentou que ainda há tempo para discutir a proposta nas comissões da Alerj antes de ela chegar ao plenário. "Historicamente, o orçamento anual ele é aprovado em dezembro, então tem tempo hábil pra gente discutir (...) Antes do plenário, nós vamos discutir nas comissões e vamos fazer o ajuste necessário que for para buscar o equilíbrio das contas no estado do Rio de Janeiro", completou Ruas.

O deputado Luiz Paulo (PSD) afirmou que a proposta deve refletir da forma mais fiel possível a situação financeira do estado. Para ele, a condição de Ruas como presidente da Alerj e futuro governador pode influenciar a discussão. "Eu entendo que o orçamento ele deve ser o mais real possível, não importa que seja deficitário.

E esse ano vamos ter uma condição ímpar, porque o presidente da Alerj é o futuro governador, então ele terá interesse total em ter o orçamento correto em 2027", comentou Luiz Paulo. Possibilidade de cortes O deputado Alan Lopes (PL) também defendeu uma revisão de despesas do governo estadual.

Em plenário, ele criticou gastos públicos e citou a necessidade de examinar termos de ajuste de contas da Secretaria de Estado de Saúde, incluindo pagamentos a prestadoras de serviços contratadas sem licitação. "Tem uma série de irregularidades que a gente precisa olhar.

Da pra enxugar muita coisa. E ai sim ter um aumento de receita real", disse. O desafio de reduzir despesas e, ao mesmo tempo, cumprir os compromissos anunciados durante a campanha será uma das questões da gestão de Ruas. A proposta orçamentária ainda precisa passar pela análise dos deputados, que poderão discutir mudanças antes da votação final.

Transição de governo O encontro desta terça-feira entre Ruas e Ricardo Couto marcou o início das conversas presenciais sobre a transição. Segundo o governador eleito, um decreto do governo interino deverá formalizar a equipe responsável pelo processo. Douglas Ruas: quem é o policial civil e deputado eleito governador do RJ Ruas afirmou que espera conduzir o processo de forma colaborativa e garantir a continuidade dos serviços públicos.

"Tenho certeza de que vamos trabalhar de maneira cordial, respeitosa, nos próximos meses pra fazer transição pacífica, com objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos do governo do estado". "Também que a gente possa chegar em janeiro com ambiente propício para implementar nossas propostas, que a população do estado julgou que são melhores para o futuro do estado", comentou Ruas.

Projeto sobre devedores contumazes entra na pauta Outra discussão com potencial impacto na arrecadação estadual é o projeto de lei sobre devedores contumazes, empresas que deixam de pagar tributos de forma reiterada e que, segundo a proposta, utilizam a fraude tributária como modelo de negócio.

A proposta é de autoria do governo interino e seria discutida nesta quarta-feira (14) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj. Um dos casos citados no debate é o da Refit, que acumula uma dívida de R$ 14, 6 bilhões com o estado. A falência da empresa já foi decretada.

Sobre a tramitação das propostas do Executivo, um parlamentar afirmou que pretende levar as mensagens à pauta na semana seguinte e destacou o prazo para votar matérias importantes, incluindo o orçamento estadual. "Semana que vem eu já quero trazer a pauta as mensagens do executivo que nós já trouxemos aqui para o plenário e que receberam muitas emendas", disse.

"Teremos também a apreciação da lei orçamentaria de 2027 (...) temos dois meses e alguns dias pra aprovarmos essas matérias importantes", completou o governador eleito.

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