O acidente de helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick e Renner , o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e outros dois tripulantes chamou atenção para umareação do corpo humano diante de situações de perigo extremo . Após os destroços da aeronave serem encontrados na Serra Catarinense , na terça-feira (22/9), o neurologista Wedney Livânio fez uma publicação nas redes sociais para explicar o que acontece no cérebro quando uma pessoa se vê diante de uma ameaça desse tamanho .
Segundo o médico, o organismo passa por uma reorganização imediata e direciona suas funções para a sobrevivência. “Diante de um perigo desse tamanho, o cérebro reorganiza toda a sua atividade em milissegundos. A amígdala assume, o córtex racional recua, e o corpo entra num estado que existe pra uma única função: sobreviver”, escreveu. Leia também Celebridades Polícia abre inquérito para apurar morte de Rick, Bruno Avelar e mais três Fábia Oliveira Viúva revela data de velório de Bruno Avelar e desabafa: “Aprendi muito” Celebridades Última foto mostra Rick Sollo e Bruno Avelar antes de queda de helicóptero Fábia Oliveira Mãe dos filhos de Bruno Avelar faz forte desabafo: “Cumprirei a promessa”
Na publicação, Wedney explicou passo a passo como o cérebro reage nos primeiros instantes de uma situação de ameaça. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4
Rick Sollo e Bruno Avelar antes da queda de helicóptero em Santa Catarina 2 de 4
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Primo de Rick, dupla de Renner, desabafa sobre desaparecimento: "Sem saber" Instagram/Reprodução 4 de 4
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“No instante em que um perigo desse tamanho aparece, a amígdala cerebral detecta a ameaça antes mesmo de a pessoa entender o que está acontecendo. O alarme dispara em milissegundos, antes de qualquer raciocínio lógico entrar em ação. O hipotálamo recebe esse alarme e aciona o sistema nervoso simpático”, explicou.
De acordo com o neurologista, a resposta física acontece praticamente de forma imediata. “Em frações de segundo, adrenalina entra na corrente sanguínea. O coração acelera, a respiração dispara e os músculos se contraem”.
Ele também explicou a atuação do cortisol durante esse processo: “Ao mesmo tempo, o eixo HPA libera cortisol. Esse hormônio redistribui energia pros órgãos vitais e desliga funções que não são urgentes naquele momento, como digestão e percepção de dor”. Cérebro deixa de priorizar a razão
O neurologista também abordou o papel do córtex pré-frontal, região relacionada ao planejamento, avaliação de riscos e tomada de decisões.
“O córtex pré-frontal é a parte do cérebro que planeja, calcula risco e toma decisão racional. Sob esse nível de estresse, níveis altos de noradrenalina desligam essa região inteira”, disse le.
Com isso, segundo o especialista, a resposta passa a ser predominantemente instintiva. “Com o pré-frontal fora de ação, a amígdala assume o controle. O cérebro para de pensar e passa a reagir. É o que a neurociência chama de sequestro emocional, o instinto de sobrevivência tomando o lugar da razão”.
O neurologista ainda explicou por que a percepção do tempo pode mudar em momentos de extremo perigo. “A percepção do tempo se distorce. Segundos parecem durar minutos. Isso acontece porque, sob ameaça extrema, o cérebro processa muito mais informação por segundo do que processa num dia comum”.
Ao final da publicação, Wedney ressaltou que essa resposta não representa uma falha individual, mas uma reação do próprio sistema nervoso diante de uma ameaça repentina. “Essa reação acontece com qualquer pessoa diante de um perigo repentino. Entender isso ajuda a ver que o corpo, naquele momento, só está fazendo o trabalho dele”, escreveu.
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Um post compartilhado por Wedney Livânio – Neurologista em Mossoró (@wedney. livanio)

