O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22/9), aos 95 anos.A morte foi comunicada pela família e confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). A causa não foi divulgada.
Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1 º de junho de 1931, Zuenir construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Ao longo da trajetória, acompanhou e registrou importantes acontecimentos políticos e sociais do país.
Antes de entrar para o jornalismo, Zuenir teve diferentes empregos. Trabalhou como pintor, faxineiro, contínuo de banco e balconista. Mais tarde, cursou Letras Neolatinas na então Faculdade Nacional de Filosofia, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Leia também Celebridades Jornalista Zuenir Ventura, imortal da ABL, morre aos 95 anos
A carreira na imprensa começou na Tribuna da Imprensa, onde trabalhou inicialmente no arquivo. Depois, passou por veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Também trabalhou por anos no O Globo.
Além das redações, Zuenir ganhou espaço na literatura com livros-reportagem sobre episódios que marcaram a história do Brasil. Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O Ano que Não Terminou, na qual revisitou um dos períodos mais turbulentos da ditadura militar. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
Ana Paula Oliveira Migliari/TV Brasil 2 de 3
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Maio de 68 inspirou por duas vezes Zuenir Ventura Divulgação
O livro recupera acontecimentos de 1968, ano marcado pelo movimento estudantil, pela repressão política, pela contracultura e pelo endurecimento da ditadura após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5). A obra também serviu de inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, exibida pela Globo.
Outro trabalho de destaque foi Cidade Partida. No livro, Zuenir abordou a violência, a desigualdade e as divisões sociais do Rio de Janeiro. A obra rendeu ao jornalista o Prêmio Jabuti de Reportagem.

