Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, que foi condenado pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas , nesta quinta-feira (24/9), por mandar matar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, em março de 2004,é ex-deputado distrital e, nestas eleições, tenta voltar à Câmara Legislativa (CLDF) .
O ex-parlamentar foi condenado a 14 anos e três meses, em regime fechado. Ele exerceu três mandatos como deputado distrital. Foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.
Durante a atuação na Câmara Legislativa, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal, data que é celebrada em 30 de novembro. Leia também Distrito Federal Relembre crime chocante que levou ex-deputado distrital ao banco dos réus Distrito Federal Pai de jovem morto diz que ex-deputado Carlos Xavier ameaçou filho Grande Angular Ex-deputado Carlos Xavier é condenado a 14 anos por homicídio de jovem Distrito Federal “Teria que ter matado muita gente”, diz Xavier sobre supostos amantes da ex
Nas eleições de 2026,Carlos Xavier pretende disputar novamente uma vaga de deputado distrital , desta vez pelo partido Democracia Cristã.
O fato de ser candidato, inclusive, fez com que o juiz Valter André de Lima Bueno Araújo decidisse adiar a prisão de Xavier. O magistrado determinou que o mandado de prisão seja expedido somente no dia seguinte ao pleito. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5
O ex-distrital foi condenado por mandar matar um adolescente, em março de 2004 LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNova 2 de 5
Segundo o processo, a motivação seria um relacionamento entre a esposa do ex-deputado e o jovem morto Reprodução/Instagram 3 de 5
O Tribunal do Júri do Recanto das Emas o condenou a..., em regime inicial... LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNova 4 de 5
Carlos Xavier foi o primeiro deputado distrital a ter o mandato cassado por condenação criminal Reprodução/Instagram 5 de 5
Adão Xavier estava fazendo campanha para deputado distrital Reprodução/InstagramRelembre o caso Xavier foi condenado em duas instâncias por mandar matar um adolescente de 16 anos, em 2004; Segundo a acusação, o ex-deputado acreditava que o jovem mantinha um relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime; O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela execução do adolescente; O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas; Na época do crime, Adão Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton; Ainda conforme o processo, mesmo após ameaças levarem ao fim do relacionamento entre a mulher e o jovem, o ex-deputado teria decidido mandar matar o adolescente. Julgamento
Xavier foi julgado pelo Tribunal do Júri nessa quarta-feira (23/9). O julgamento contou com oito testemunhas, entre elas, os pais de Ewerton , a ex-esposa do condenado, delegados da época e o ex-diretor da Polícia Civil do DF, Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último a ser ouvido no Fórum do Recanto das Emas .
Segundo a acusação, o ex-deputado acreditava que o jovem mantinha um relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime. O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela execução do adolescente.
O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas. Na época do crime, Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava de que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton. Condenação anterior
Ele chegou a ser condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Ewerton. Em 2024, porém, o julgamento que resultou na condenação de Adão Xavierfoi anulado pela Justiça.
A anulação ocorreu após a defesa apresentar novos elementos ao processo , entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior.
Os dois participaram da investigação do caso quando estavam lotados na antiga Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), atual Delegacia de Homicídios.
A condenação anterior levou à cassação do mandato de Carlos Xavier, sendo o primeiro parlamentar na história da CLDF a perder o mandato em decorrência de uma condenação criminal.

