Lula inicia a última semana do primeiro turno na liderança com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio com 34%, segundo pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro. No segundo turno, os candidatos empatam numericamente com 42% cada. A melhora de Lula ocorre principalmente entre mulheres, pessoas de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família.
🧶Veja o fio: 1. Com redução de indecisos (10% -> 5%) e voto útil (16% -> 12%) nos últimos 15 dias, Lula começa a última semana do 1 º turno na liderança com 39%. Flávio chega a 34%. Cury e Caiado tem 4% cada, empatados com Renan, que tem 3% e Zema com 1%. 2.
Lula e Flávio voltam a ficar numericamente empatados na simulação de 2 º turno: 42 x 42. Flávio se mantém nos 42% nas últimas três rodadas. Lula oscilou +2 pontos no mesmo período. Indecisos são 3% e 13% não vão votar em ninguém. 3. A recuperação de terreno de Lula aconteceu de forma mais clara em 3 subgrupos: entre as mulheres.
O que era um empate duas semanas atrás, virou uma vantagem de +9 pp em favor de Lula. 4. Lula também abriu mais vantagem sobre Flávio entre eleitores de baixa renda. O incumbente tem aparece com uma vantagem de +26 pp sobre Flávio. 5. A mesma tendência observada entre os beneficiários do Bolsa Família.
Neste segmento, Lula voltou a ter 59% das intenções de voto, contra 27% de Flávio. 6. O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do BF parece estar muito associado ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana.
A restrição às bets é aprovada por 62%, o reajuste do Bolsa Família por 59% e a distribuição das canetas emagrecedoras no SUS por 58%. 7. As mulheres são as que mais aprovam as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets, e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família.
8. O eleitor de baixa renda é o que mais aprova as canetinhas emagrecedoras e o reajuste do Bolsa. Mas chama atenção que a proibição às bets fura a bolha e é ainda mais aprovada por quem tem renda mais alta. 9. Também houve uma leve recuperação entre católicos.
Lula aparece com +13 pp a frente de Flávio neste sub-grupo, o melhor resultado do presidente nesse segmento desde 14/ago. Entre evangélicos, a vantagem de Flávio diminuiu. 10. O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo N. S. Aparecida foi iniciado nas redes.
Mas há forte evidência que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos. 11. O medo da volta da família Bolsonaro a Presidência também cresceu entre mulheres. Enquanto o medo de Lula continuar no poder crescer entre os homens.
Ou seja, o Gap de gênero aumentou nessa reta final de 1 º turno. 12. Outra boa notícia para o governo é a melhora relativa na aprovação do governo. Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pp, agora esse saldo negativo caiu para -3 pp. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição.
13. A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial. 14. O efeito positivo sobre aprovação do governo também fez oscilar positivamente o potencial de voto de Lula (de 45% para 46%) e oscilar pra baixo a rejeição (de 55% para 54%).
Flávio mantém seu potencial de voto em 43% e sua rejeição em 56%. 15. A Quaest entrevistou 2. 004 pessoas, entre os dias 24 e 27/set; a margem de erro é de 2 pp e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-6520/2026.

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