A prisioneira Christa Pike está em estado crítico nesta sexta-feira (2) após sua execução falhar no Tennessee. Ela recebeu duas injeções e continuou respirando. Condenada por um crime de 1995, Pike seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos.
O governador Bill Lee ordenou uma investigação independente. Durante o procedimento, ela continuou respirando e emitindo sons. Seu advogado exigiu a interrupção da execução e o envio de socorro médico às 20 h 22. A prisioneira Christa Pike está em estado crítico de saúde no Tennessee, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (2) após sua execução fracassar.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp Internada no hospital, sua condição atual é o extremo oposto de como ela estava se sentindo logo antes de sua execução. Ela disse estar em paz que deixava o mundo com amor, segundo a agência de notícias Associated Press (AP), que estava entre as testemunhas do procedimento na prisão.
“Estou pronta para ser livre. Hoje é um dia feliz”, disse Pike em sua declaração final, quando já estava amarrada a uma maca. No entanto, o que se sucedeu nas próximas horas foi uma sequência de procedimentos que não levaram à sua morte, causou inquietude entre os presentes e fez com que o caso de Pike ganhasse repercussão por todo os EUA e pelo mundo.
Após levar duas injeções de pentobarital, ela continuou respirando, falou, disse que seu braço estava doendo e, quando já estava inconsciente, fez sons semelhantes a roncos e ficou ofegante. Veja abaixo a cronologia completa de como foi a tentativa frustrada de sua execução.
Seu estado de saúde não havia sido atualizado nesta sexta-feira até a última atualização desta reportagem. O governador do Tennessee, Bill Lee, disse estar "profundamente desapontado" porque a intenção era realizar a execução sem incidentes. Ele ordenou a abertura de uma investigação independente sobre o caso.
Pike foi condenada à morte por torturar e matar Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Ela tinha 18 anos à época. Caso sua execução tivesse se concretizado, Pike, agora com 50 anos, teria sido a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Execução falha de Christie Pike: veja minuto a minuto Todos os horários nesta reportagem estarão no horário local para deixar a cronologia dos fatos e a situação na prisão o mais fidedigno possível.
Para converter para o fuso de Brasília, basta adicionar duas horas. Pike já estava amarrada à maca, com um acesso intravenoso inserido no braço, quando agentes penitenciários abriram a cortina da sala de execução às 19 h 27. Sua execução começou por volta das 19 h 30, logo após sua declaração final.
Seu conselheiro espiritual estava ao lado da maca, próximo à cabeça dela. Ele falou com ela. Eles cantaram uma música. Não era possível ouvir a letra, mas ela incluía a repetição da frase — “Eu amo você”. O conselheiro espiritual passou a mão na testa dela. Os minutos se passaram.
Ela levantou a cabeça e olhou ao redor; sorriu. Em seguida, disse que seu braço estava doendo e perguntou a um agente penitenciário presente na sala se era para sentir aquilo. LEIA TAMBÉM: Christa Pike sobrevive a duas injeções letais; Tennessee, nos EUA, suspende execuçõesChefe dos Direitos Humanos da ONU pede que EUA não tentem executar Christa Pike mais uma vezVÍDEO mostra Christa Pike durante julgamento que a condenou à morte em 1996 Às 19 h 37, ela suspirou.
As autoridades penitenciárias não confirmaram o que isso significa, mas a colocação pareceu coincidir com uma orientação do protocolo que determina que, depois da administração dos medicamentos, começa uma contagem regressiva de cinco minutos até o fechamento da cortina.
Às 19 h 41, uma pedra ou peso de papel do tamanho aproximado de uma bola de golfe foi colocado sobre uma mureta que separa a sala onde Pike estava da câmara de execução, por onde o acesso intravenoso era abastecido. Às 19 h 46, os agentes fecharam a cortina, bloqueando a visão dos presentes na sala de testemunhas para a câmara de execução.
O conselheiro espiritual de Pike deixou a câmara e sentou-se brevemente com o advogado dela na sala destinada às testemunhas da imprensa. Três minutos depois, às 19 h 49, a cortina foi aberta novamente. O conselheiro espiritual voltou à câmara e ficou ao lado dela.
Em determinado momento, Pike pareceu começar a perder a consciência e passou a emitir um som semelhante a roncos. Ela continuou fazendo isso durante a hora seguinte —um sinal de que estava viva muito depois do momento em que se esperava que estivesse morta. Por volta das 19 h 56, a cabeça dela se ergueu ligeiramente da maca e virou para o lado.
Ela continuou respirando. Às 20 h 06, as autoridades fecharam a cortina novamente. Durante os 40 minutos seguintes, era possível ouvir Pike do outro lado da cortina. Ela parecia estar roncando, com um padrão de respiração rítmico e regular. Por volta das 20 h 22, o advogado de Pike, Randy Spivey, exigiu acesso a um telefone para entrar em contato com outros advogados da equipe e logo exigiu que a execução fosse interrompida e que a detenta recebesse atendimento médico para salvar sua vida.
Por volta das 20 h 50, Spivey obteve a confirmação de que uma ambulância estava a caminho. Às 20 h 53, veio o anúncio: “As testemunhas devem deixar a área”. A imprensa foi escoltada para fora, e um porta-voz da prisão disse que não tinha informações a fornecer sobre o que havia acontecido.
Às 21 h 14, caminhões de bombeiros e ambulâncias chegaram em frente à prisão.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/W/XLzzudQs295Kyy1E4Blw/2026-10-01t075544z-184107085-rc2ptnayxsrm-rtrmadp-3-tennessee-execution.jpg)