Promotor Lincoln Gakiya é cotado para Ministério da Segurança de Lula

Promotor Lincoln Gakiya é cotado para Ministério da Segurança de Lula

O promotor Lincoln Gakiya, conhecido pela repressão ao PCC, é cotado para o Ministério da Segurança do presidente Lula (PT). Gakiya integra o Gaeco de Presidente Prudente (SP) e assumiu a Promotoria em 1996. A cúpula do PCC foi enviada para a cidade 10 anos depois. Investigando a facção há 20 anos, ele já recebeu decreto de morte. Gakiya também comparou seu isolamento social ao dos membros do grupo criminoso. Em fevereiro de 2019, Gakiya pediu a transferência de 22 chefes do PCC para presídios de segurança máxima. Entre os presos transferidos estava Marcola. O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente (SP), Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), está entre os cotados para assumir o Ministério da Segurança Pública, caso a pasta seja criada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O g 1 apurou que, na semana passada, dias antes do segundo turno das eleições, Gakiya participou de um jantar na casa do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula no estado de São Paulo. Durante o encontro, o promotor foi consultado sobre os principais desafios da segurança pública e compartilhou experiências no combate ao crime organizado. 📲 Participe do canal do g 1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Procurado pelo g 1, Gakiya informou que não houve convite oficial e, por isso, prefere não comentar sobre o assunto. A informação foi confirmada por Marco Aurélio de Carvalho, que ressaltou, porém, que não houve convite formal para que o promotor assumisse a pasta. Até o momento, Lula também não autorizou que interlocutores façam convites formais ou informais para o cargo. Ainda de acordo com a apuração, Gakiya teria sinalizado, durante o jantar, que estaria à disposição caso recebesse um convite para assumir a missão. A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional. O governo Lula pretende criar a pasta após a conclusão da tramitação da proposta, que teve a votação concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seguiu para análise do plenário. 30 anos de experiência No encontro, os participantes também pediram que o promotor compartilhasse sua experiência de cerca de 30 anos no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com atuação dedicada ao combate ao PCC, uma das maiores facções criminosas do país. Gakiya é considerado um dos principais investigadores do crime organizado no Brasil. Há anos, ele vive sob escolta armada 24 horas por dia devido às ameaças recebidas em decorrência de suas investigações sobre a facção. Além dele, outro nome cotado para o futuro ministério é o do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT). A escolha de Lula poderá recair tanto sobre um nome com perfil técnico, ligado à atuação policial ou ao MP, quanto sobre alguém com maior experiência política. LEIA TAMBÉM Professora do interior de SP transcreverá termo de posse presidencial pela 2 ª vez: 'Maior legado'Motociclista com 79 passagens sem pagar pedágio é interceptado e multado no interior de SPMesmo com ordem judicial, ciclofaixa em frente a casas continua pintada em rua da zona norte de PrudenteQuem é Lincoln Gakiya O promotor faz parte do Gaeco do Ministério Público de São Paulo em Presidente Prudente, no interior paulista. Gakiya assumiu a Promotoria de Justiça da Comarca da cidade em 1996, para onde foi mandada a cúpula do PCC dez anos depois. Em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido pela Rede Globo em julho, Gakiya comparou o isolamento social vivenciado por ele e pelos membros de sua família ao dos integrantes da facção criminosa investigada por ele há 20 anos. O representante do MP na região de Presidente Prudente recebeu o primeiro decreto de morte, enquanto usufruía de uma licença-paternidade após o nascimento do segundo filho. O episódio mais recente que confrontou a facção e o promotor ocorreu em fevereiro de 2019, quando promoveu a transferência de 22 chefes do PCC para presídios de segurança máxima. Quando Moro era ministro da Segurança Pública, os governos federal e de São Paulo transferiram entre os presos, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. À época, a operação foi realizada depois que o Ministério Público descobriu um plano da facção para resgatar os principais líderes que estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior do estado. O promotor foi autor do pedido de transferência. Veja mais notícias no g 1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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