A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta segunda-feira (21) que o índice que mede a evolução da produção industrial ficou em 46, 3 pontos em agosto, com queda de 4, 7 pontos na comparação com julho. A chamada Sondagem Industrial foi feita com 1.
403 empresas, sendo 587 pequenas, 487 médias e 329 grandes, entre 1 e 11 de setembro. Com o resultado, há sinalização de queda da produção industrial no período. Isso acontece quando o índice fica abaixo de 50 pontos. "Trata-se do pior resultado para o mês de agosto desde 2015, durante a crise econômica, quando o índice registrou 42, 7 pontos.
Destaca-se ainda que o resultado é contrário ao que é usualmente observado no período", acrescentou a CNI. A retração acontece em um momento de juros ainda elevados. Apesar de a taxa básica da economia, a Selic, ter recuado cinco vezes seguidas, para 13, 75% ao ano, o juro real brasileiro ainda é um dos maiores do mundo.
LEIA TAMBÉM: Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking Intenção de investir De acordo com a CNI, o índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 1, 3 ponto em setembro, de 52, 6 pontos para 51, 3 pontos, menor valor para o indicador desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19.
Essa é a quarta queda consecutiva desse indicador, que vem recuando desde maio deste ano. De lá para cá, ele acumula diminuição de 3, 5 pontos. "A queda expressiva da intenção de investimento reflete um quadro que a gente já vem acompanhando de perda de ritmo da atividade industrial.
Além disso, há um aumento das incertezas, o que também contribuiu para o resultado", avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. O impacto da indústria no PIB O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0, 5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início do mês.
O destaque positivo foi a agropecuária, que, entre abril e junho, foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 2, 8% em relação aos três primeiros meses do ano. A indústria cresceu 0, 1% no período, na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi sustentado pelas Indústrias extrativas, que avançaram 3, 4% no trimestre.

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