O candidato a deputado estadual por São Paulo Danilo Morgado (PL), preso desde setembro, quando foi alvo da Operação Vectura Corrupta, recebeu 9. 145 votos nas eleições de 2026 e ficou na condição de suplente. A prisão aconteceu no âmbito da Operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil de São Paulo, que investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo.
Ele permaneceu detido após a audiência de custódia. A defesa de Morgado passou a contestar judicialmente a medida. O advogado Marcelo Viela afirmou que a defesa apresentou uma Reclamação Constitucional ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a prisão temporária.
Segundo o defensor, a reclamação questionava a compatibilidade da prisão com os requisitos estabelecidos pelo próprio STF no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 3. 360 e 4. 109 (leia mais abaixo). Prisão ocorreu em operação que investiga PCC Morgado foi um dos alvos da operação que investiga outras 16 pessoas.
De acordo com as informações apresentadas na investigação, Morgado teria vínculos com integrantes do PCC. A polícia também suspeita que a campanha dele à Prefeitura de Praia Grande em 2024 tenha sido financiada pela organização criminosa. Na eleição municipal de 2024, Morgado disputou novamente a Prefeitura de Praia Grande, mas não foi eleito.
Ele também havia concorrido ao cargo em 2020. Segundo a investigação, foram identificadas mensagens entre Morgado e integrantes da organização que atuavam na definição e até na interrupção de aportes financeiros destinados a campanhas eleitorais dele e de outro candidato.
O caso tramita sob segredo de Justiça, segundo o TJ-SP. Em 2023, a Justiça Eleitoral determinou a cassação do registro de candidatura de Danilo Morgado. Na decisão, o juiz Aléssio Martins Gonçalves entendeu que houve abuso de poder econômico na campanha de 2020 à Prefeitura de Praia Grande, na qual Morgado concorreu com Indaiá Amaral Dias como candidata a vice-prefeita.
Defesa contesta prisão e nega vínculo com irregularidades O recurso feito pela defesa do candidato foi julgado improcedente por decisão monocrática, segundo a defesa. O advogado afirma que pretende apresentar o recurso cabível para que a questão seja analisada por um órgão colegiado do STF.
"Quanto ao conteúdo da investigação, os elementos apresentados ate o momento procuram atribuir a Danilo condutas supostamente praticadas por terceiros, inclusive mediante a supostas referências a fatos pretéritos dos quais ele não participou. As menções ao crime organizado e ao tráfico de drogas constantes dos autos também se relacionam a outros investigados, sem demonstração de vínculo direto com Danilo", afirmou.
Sobre a suspeita de financiamento da campanha de 2024, a defesa diz que não encontrou elementos que comprovem o recebimento de recursos ilícitos ou benefícios relacionados à disputa eleitoral. "Até o momento, não foi identificado elemento objetivo que demonstre o recebimento de recursos ilícitos, vantagem financeira, favorecimento indevido ou qualquer benefício relacionado a campanha eleitoral de 2024", diz a nota.
A defesa afirma ainda que continuará adotando medidas jurídicas para esclarecer os fatos e que a situação de Morgado deve ser analisada respeitando o devido processo legal, o direito de defesa e a presunção de inocência.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/n/cIm4qsSuAPySpclewezA/screenshot-2026-10-06-at-13-43-43-resultados.png)