Presidente da Câmara promete tentar viabilizar plano de Trump

Presidente da Câmara promete tentar viabilizar plano de Trump

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou neste domingo (13) que tentará viabilizar a proposta de Donald Trump de pagar US$ 5 mil a cada americano adulto. Segundo Johnson, a medida precisará ser aprovada pelo Congresso.

Trump prometeu os pagamentos caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado após as eleições de meio de mandato, em novembro. 📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Trump anunciou a proposta durante a convenção de meio de mandato do partido, realizada em Dallas na semana passada.

O presidente apelidou a iniciativa de "Dividendo Trump". Depois, o presidente disse à CBS News Texas que não acreditava que o Congresso precisaria autorizar os pagamentos, embora não tenha explicado como gastaria mais de US$ 1 trilhão sem autorização dos legisladores.

Johnson, porém, discordou. O republicano da Louisiana afirmou que a aprovação do Congresso é necessária. "Eu presumiria que, sim, ele precisaria que o Congresso agisse, e essa é uma ideia criativa", disse. Poucas horas depois, Trump afirmou que cumprirá a promessa.

"Os US$ 5 mil vão acontecer, 100%", disse a jornalistas antes de embarcar no Air Force One, na Irlanda, onde participou de um torneio profissional de golfe em seu resort. Johnson, por sua vez, afirmou que trabalhará para fazer a proposta avançar no Congresso, apesar da estreita maioria republicana.

“Ele é o presidente das grandes ideias. Vamos tentar implementar tudo o que pudermos”, afirmou. “Comprometo-me que o Congresso vai trabalhar nisso e buscar consenso, como faz com todo o resto.” A proposta pode custar mais de US$ 1 trilhão, ampliando a pressão sobre o déficit orçamentário anual dos EUA, de quase US$ 1, 8 trilhão, e alimentando preocupações com a inflação.

A economia do país enfrenta inflação persistente e juros elevados, uma combinação desafiadora para os republicanos que tentam manter o controle do Congresso. Trump argumenta que os pagamentos seriam viáveis graças à força da economia. A confiança do consumidor, porém, segue fraca, em meio à alta dos preços da gasolina causada pela guerra com o Irã e à dificuldade dos salários em acompanhar a inflação.

O presidente americano disse a jornalistas neste domingo que os pagamentos seriam "fáceis de fazer" porque a economia dos EUA é forte. "Podemos lidar facilmente com isso porque estamos arrecadando muito dinheiro. Nunca estivemos tão bem", afirmou. Trump também reafirmou o compromisso com a proposta.

"Eu fiz a promessa. Eu sempre cumpro minhas promessas." Apenas um terço dos americanos aprova a forma como Trump conduz a Presidência, segundo pesquisa de julho do Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research. O índice era de 37% em junho e de 42% quando ele tomou posse.

A maioria também desaprova sua condução da economia e da imigração, temas centrais para sua vitória eleitoral em 2024. Neste domingo, Trump afirmou que o preço da gasolina vai “desabar”, mas indicou que não há acordo iminente com o Irã para encerrar os conflitos e reabrir o Estreito de Ormuz.

“Vai cair como uma pedra”, disse ele sobre os combustíveis. O presidente acrescentou que as negociações com o Irã ainda estão longe de uma resolução que permita a retomada da navegação normal pela rota.

Leia a matéria completa em g1.globo.com

Recomendadas

Finanças

PF pediu a Mendonça há 6 meses relatório financeiro sobre autoridade com foro

Finanças

BRB afasta funcionários citados em investigação do caso Master

Jogos

Quadras do Guará e do Itapoã ficarão sem energia nesta terça-feira (14/9)