Um terremoto de magnitude 7, 7 atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9). O tremor ocorreu a 12 quilômetros de profundidade e gerou alertas de tsunami. O abalo sismológico foi registrado inicialmente com magnitude 8, 0. No entanto, especialistas revisaram o valor para 7, 7 após analisarem novos dados de estações sismológicas.
Terremotos na faixa de 7, 0 a 7, 9 são considerados de grande porte. Eles possuem potencial para causar colapso de construções e destruição séria. Especialistas utilizam atualmente a escala de Magnitude de Momento em vez da Richter. A mudança ocorreu para medir com mais precisão tremores acima de magnitude 7.
A magnitude indica a energia liberada, enquanto a intensidade descreve os efeitos locais. O tremor raso do Panamá transfere mais energia para a superfície terrestre. O forte terremoto de magnitude 7, 7 que atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9) foi sentido em diversas regiões do país, incluindo a capital, e levou à emissão de alertas de tsunami para países de toda a costa do Pacífico.
O tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros de profundidade, uma característica que costuma aumentar a intensidade dos abalos sentidos na superfície. Inicialmente, o terremoto chegou a ser registrado com magnitude 8, 0, mas o valor foi revisado posteriormente pelos especialistas para 7, 7 após a análise de novos dados coletados por estações sismológicas.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp 🤔 O episódio reacendeu uma dúvida comum sempre que um grande tremor ocorre em alguma parte do mundo: afinal, o que significa um terremoto dessa magnitude na prática? Em linhas gerais, um terremoto na faixa de 7, 0 a 7, 9 é considerado de grande porte e tem potencial para provocar danos graves, incluindo o desabamento de edificações, danos à infraestrutura e destruição em áreas habitadas.
Mas a magnitude, sozinha, não conta toda a história. A profundidade do tremor, a distância do epicentro até cidades e o tipo de solo da região estão entre os fatores que ajudam a determinar o tamanho real dos impactos. 👉 Um exemplo de país acostumado a conviver com esse tipo de fenômeno é o Japão.
Localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região marcada pelo encontro de placas tectônicas e intensa atividade geológica, o país registra tremores constantemente e concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados no planeta.
O que é um terremoto? Os terremotos acontecem quando há uma liberação repentina de energia acumulada na crosta terrestre. Na maioria dos casos, isso ocorre devido ao movimento das placas tectônicas, enormes blocos rochosos que formam a superfície do planeta. Quando essas placas se movimentam, acumulam tensão ao longo do tempo.
Quando a resistência das rochas é superada, ocorre uma ruptura que libera uma grande quantidade de energia em forma de ondas sísmicas. São essas ondas que provocam os tremores sentidos pelas pessoas. O que significa a magnitude? A magnitude mede a quantidade de energia liberada pelo terremoto em sua origem.
Em outras palavras, ela indica o tamanho do evento sísmico. Quanto maior a magnitude, maior a energia liberada. Para se ter uma ideia da escala, o maior terremoto já registrado instrumentalmente ocorreu no Chile, em 1960, e atingiu magnitude 9, 5. Segundo a Michigan Technological University, os efeitos normalmente associados a cada faixa de magnitude são: Até 2, 5: normalmente não é percebido pelas pessoas, mas pode ser detectado pelos sismógrafos.
De 2, 5 a 5, 4: costuma ser sentido, mas geralmente provoca poucos danos. De 5, 5 a 6, 0: pode causar danos moderados em edifícios e estruturas. De 6, 1 a 6, 9: tende a provocar danos significativos em áreas densamente povoadas. De 7, 0 a 7, 9: é considerado um grande terremoto, com potencial para destruição séria e colapso de construções.
De 8, 0 ou mais: pode causar devastação extensa e destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro. Por que a magnitude às vezes é revisada? Uma cena comum em grandes terremotos é a divulgação de diferentes números nas primeiras horas após o evento. Foi o que aconteceu no caso do Panamá.
O tremor foi inicialmente reportado com magnitude 8, 0, mas depois teve o valor revisado para 7, 7. Isso acontece porque as primeiras medições são feitas com base em informações preliminares. Conforme mais estações sísmicas enviam dados e os cientistas analisam novos registros, os cálculos se tornam mais precisos.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), um terremoto possui apenas uma magnitude, mas a estimativa inicial pode ser refinada até que o valor definitivo seja estabelecido. A escala Richter ainda é usada? A chamada escala Richter ficou famosa ao longo do século 20 e ainda é amplamente mencionada no noticiário.
No entanto, para grandes terremotos, os especialistas utilizam atualmente métodos mais modernos, como a escala de Magnitude de Momento (Mw). A mudança ocorreu porque os novos sistemas conseguem medir com mais precisão terremotos muito fortes, especialmente aqueles acima de magnitude 7.
Mesmo assim, a expressão "escala Richter" continua bastante conhecida pelo público e segue sendo frequentemente utilizada em reportagens e conversas do dia a dia. Como os terremotos são medidos? Os terremotos são monitorados por equipamentos chamados sismógrafos.
Esses aparelhos registram informações como: horário do tremor; localização do epicentro; profundidade; magnitude. Cada sismógrafo mede as vibrações do solo no local onde está instalado. Graças às modernas redes internacionais de monitoramento, porém, os cientistas conseguem detectar e analisar terremotos ocorridos a milhares de quilômetros de distância.
Magnitude e intensidade não são a mesma coisa Embora os termos apareçam frequentemente juntos, magnitude e intensidade representam conceitos diferentes. A magnitude é única para cada terremoto e indica a energia liberada na origem do fenômeno. Já a intensidade descreve os efeitos observados em cada local atingido pelo tremor.
Por isso, duas cidades podem sentir o mesmo terremoto de maneiras completamente diferentes. Uma região próxima ao epicentro tende a registrar tremores mais fortes do que outra localizada a centenas de quilômetros de distância. Além disso, fatores como o tipo de solo, a profundidade do terremoto, o relevo e até a direção da ruptura geológica podem amplificar ou reduzir os efeitos sentidos pela população.
Foi justamente essa combinação de fatores que chamou a atenção dos especialistas no terremoto do Panamá. Além da magnitude elevada, o tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros de profundidade, sendo considerado relativamente raso. Em geral, terremotos rasos transferem mais energia para a superfície e costumam provocar abalos mais intensos do que eventos semelhantes registrados em grandes profundidades.
Mesmo assim, o tamanho dos danos depende de diversos fatores e não pode ser determinado apenas pela magnitude. Um terremoto muito forte em uma região pouco povoada pode causar consequências limitadas, enquanto um tremor menor próximo a grandes centros urbanos pode resultar em prejuízos significativos.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/8/gscjZETGiA2mtgnOFiOQ/captura-de-tela-2026-10-09-152225.png)