Pobreza na Argentina atinge 32,3% da população; a maioria é criança

Pobreza na Argentina atinge 32,3% da população; a maioria é criança

O índice de pobreza subiu no primeiro semestre da Argentina e atingiu32, 3% da população , segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos ( Indec ) nessa quinta-feira (24/9).

O número no fim do ano passado era de 28, 2%, ou seja, a pobreza subiu quatro pontos percentuais nos primeiros seis meses do ano, interrompendo uma tendência de queda do governo de Javier Milei . Leia também Brasil Coordenadora econômica de Flávio elogia reformas de Milei: “Ótimo exemplo” Mundo Fala de Milei na ONU reforça distanciamento entre Brasil e Argentina Mundo Milei diz esperar mudança no Brasil: “Curso socialista decadente” Mundo Milei trata Malvinas como “causa nacional” e critica a ONU em discurso

Há um total de 15, 4 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza na Argentina , segundo a consultoria econômica ExQuanti. O número no fim de 2025 era de 13, 4 milhões de pessoas.

Números recentes do índice de pobreza na Argentina, segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios (PPD) do censo argentino: 2° semestre de 2024: 38, 1%. 1° semestre de 2025: 31, 6%. 2° semestre de 2025: 28, 2%. 1° semestre de 2026: 32, 3%.

O censo revelou que a atividade econômica argentina teve um recuo de 2, 9% no mês de julho, o pior desde a pandemia da covid-19. Leia também Brasil Coordenadora econômica de Flávio elogia reformas de Milei: “Ótimo exemplo” Mundo Fala de Milei na ONU reforça distanciamento entre Brasil e Argentina Mundo Milei diz esperar mudança no Brasil: “Curso socialista decadente” Mundo Milei trata Malvinas como “causa nacional” e critica a ONU em discurso Crianças são as mais afetadas

Dados do Indec revelam que o percentual de crianças (até 14 anos) em situação de pobreza subiu, passando de 41, 3% para 44, 5% no 1° semestre. A pobreza extrema também avançou, de 6, 3% no final de 2025 para 7, 5%.

O percentual significa que 4, 1 milhões de crianças estão vivendo em situação de pobreza. O governo de Javier Milei trata como um “fenômeno temporário”, segundo o jornal argentino La Nacion.

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo , defendeu o governo de Milei em publicação no X, destacando a queda da pobreza em anos anteriores.

“Embora as taxas de pobreza e de indigência tenham aumentado 4, 1 p. p. [pontos percentuais] e 1, 2 p. p. em relação ao semestre anterior, ambas as taxas registraram uma forte queda em relação ao primeiro semestre de 2024. Em comparação com esse período, a taxa de pobreza reduziu-se de 52, 9% para 32, 3%, enquanto a de indigência caiu de 18, 1% para 7, 5%”, alegou no X.

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