Policiais militares relataram terem sido impedidos de acessar o local onde a segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro ( imagem em destaque ) foi encontrada morta, nessa quinta-feira (24/9), no Centro Tecnológico da força, na Universidade de São Paulo (USP), zona oeste de São Paulo.
Segundo registros policiais, a equipe foi acionada após uma médica do Hospital Universitário da USP se recusar a emitir o atestado de óbito. Aos PMs, teria chamado a atenção o fato de o corpo aparentar estar sem vida “há algum tempo”. Mesmo assim, os policiais registraram que “não [foi] permitido o acesso da guarnição ao local dos fatos”.
5 imagens Fechar modal. 1 de 5
Reprodução 2 de 5
Oficial da Marinha morreu na noite de quinta-feira (24/9) Reprodução/ Redes sociais 3 de 5
4 de 5
5 de 5
Reprodução Corpo foi levado ao hospital
O relatório da Polícia Civil também registra que Beatriz foi retirada da base militar e levada ao hospital antes da realização da perícia no local onde foi encontrada.
O documento cita que ela já apresentava “sinais abióticos” — indicando que a morte já havia ocorrido — e afirma que a remoção modificou o estado da cena. Por isso, a Polícia Civil menciona a necessidade de apuração inclusive sobre eventual fraude processual, em tese. O que diz a Marinha
Em nota, a Marinha afirma que Beatriz foi encontrada “desfalecida” no alojamento e que uma equipe médica foi imediatamente acionada.
Segundo a força, a oficial foi levada ao Hospital Universitário da USP, “onde foi constatada sua morte”. As causas e circunstâncias do óbito, acrescentou a Marinha, estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.

