Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram um saco de lixo recheado de dinheiro, além de dezenas de celulares e relógios de luxo na residência do policial militar alvo da Operação Conexão Paralela , deflagrada nesta quinta-feira (17/9), contra umgrupo suspeito de introduzir clandestinamente dezenas de milhares de aparelhos eletrônicos no Brasil e movimentar cerca de R$ 60 milhões com o esquema .
As investigações apontam que o policial militar, supostamente responsável pelo montante encontrado no saco de lixo, seria o principal operador da fraude. Com o apoio de outros integrantes, ele atuaria na entrada e posterior comercialização dos produtos sem o recolhimento dos impostos devidos. Até a mais recente atualização desta matéria, a identidade do militar não havia sido divulgada. Leia também Mirelle Pinheiro PM é alvo da PF por operar esquema de R$ 60 milhões em eletrônicos Mirelle Pinheiro PF combate “herança” de máfia italiana ligada a 4, 6 toneladas de cocaína Mirelle Pinheiro Drone flagra alunos com traficante de fuzil e ajudando a erguer barricadas Mirelle Pinheiro Overclean: PF investiga fraude em contratos de R$ 80 milhões em BH
A ação policial cumpre seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá. Na capital fluminense, os policiais fazem buscas em endereços localizados na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4
Saco de lixo encontrado durante a operação 2 de 4
Diversos celulares também foram apreendidos pelos investigadores 3 de 4
As investigações apontam que o grupo era especializado em descaminho de produtos eletrônicos, sobretudo de smartphones 4 de 4
De acordo com a PF, dezenas de milhares de dispositivos teriam entrado no país dessa forma apenas nos últimos cinco anos O esquema
As investigações apontam que o grupo era especializado em descaminho de produtos eletrônicos, sobretudo de smartphones. Os aparelhos eram introduzidos no território nacional clandestinamente e depois colocados à venda no mercado brasileiro.
De acordo com a PF, dezenas de milhares de dispositivos teriam entrado no país dessa forma apenas nos últimos cinco anos. Diversos celulares foram apreendidos na casa do policial militar.
A corporação estima ainda que o PM, apontado como principal operador, e os demais investigados tenham movimentado aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos anos a partir das atividades investigadas.
A investigação começou depois que a Polícia Federal recebeu uma denúncia pelo ComunicaPF, plataforma utilizada para o envio de informações sobre crimes de atribuição da corporação. A partir da comunicação, os investigadores passaram a apurar a atuação do grupo e o caminho percorrido pelos eletrônicos até a comercialização.
A PF informou que os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de descaminho e associação criminosa. Outros delitos poderão ser acrescentados caso sejam identificados durante as diligências.

