PF acha dinheiro dentro de adega de vinho de policial civil preso no Rio

PF acha dinheiro dentro de adega de vinho de policial civil preso no Rio

A PF prendeu o deputado Márcio Canella e o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim nesta quinta-feira (15). Policiais acharam dinheiro na adega de um inspetor. Segundo a corporação, o grupo utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro no Rio de Janeiro.

A ação contou com o apoio da Corregedoria. As prisões foram ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação aponta que o grupo movimentou R$ 7, 6 bilhões em 6 anos. A Polícia Federal cumpriu 6 mandados de prisão e 16 de busca em 7 municípios fluminenses.

O Supremo também determinou a suspensão de 112 empresas investigadas. Iniciada em dezembro de 2025, a operação investiga a relação de agentes públicos com facções criminosas. As defesas dos suspeitos informaram que não vão se pronunciar. A Polícia Federal encontrou dinheiro dentro de uma adega do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso nesta quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.

A ação também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do RJ nas eleições deste ano, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Segundo a PF, o grupo investigado usava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura para lavar dinheiro.

A investigação aponta a participação de agentes públicos e articulação política no esquema. José Carlos Júnior está entre os quatro inspetores presos nesta quinta. Os outros são Christiano Gaspar Fernandes, também secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo; Giovanni Gaspar Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados. Movimentação de R$ 7, 6 bilhões As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um desdobramento da sexta fase da operação, realizada em julho.

Naquela etapa, Canella e Amim foram alvos de buscas em uma investigação sobre 96 postos de combustíveis. Segundo a apuração, o grupo movimentou R$ 7, 6 bilhões em seis anos. As investigações começaram a partir de um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Canella é apontado pela PF como o articulador do grupo criminoso. Ele e Amim são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes. Nesta quinta-feira, a PF saiu para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas — a maioria, postos de combustíveis. As defesas de Canella e Amim informaram que não vão se pronunciar até terem acesso aos autos. A TV Globo tenta contato com os demais investigados.

O que é a Operação Unha e Carne A operação começou em dezembro de 2025 para investigar conexões entre agentes públicos e grupos criminosos no Rio. Inicialmente, o foco era o suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho.

Ao longo das oito fases, as apurações passaram a alcançar suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro. A ação desta quinta está inserida no contexto da decisão do STF na ADPF das Favelas, que determinou, entre outras medidas, que a PF investigasse relações de agentes públicos com facções criminosas.

O que dizem os citados As defesas de Canella e de Amim informaram que não vão se pronunciar até terem acesso aos autos. A TV Globo tenta contato com os demais investigados.

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