A morte de Miranir de Souza Dias, após uma endoscopia de rotina realizada em uma clínica particular em Planaltina, será investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A 16 ª Delegacia de Políciainstaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, depois de a paciente, de 59 anos, sofrer duas paradas cardiorrespiratórias após o exame. O vídeo abaixo mostra o momento em que a paciente é atendida pelos bombeiros.
O procedimento foi realizado na clínica Endocorp . Segundo a corporação, serão reunidos prontuários e outros documentos relacionados aos atendimentos prestados à paciente, além da coleta de depoimentos das pessoas envolvidas e da realização das perícias necessárias para esclarecer o caso. Leia também Distrito Federal Família denuncia negligência médica após mulher morrer durante endoscopia Na Mira Moradora do DF tem parada cardíaca em endoscopia e aguarda leito de UTI
A polícia também vai investigar se houve alguma conduta penalmente relevante durante o atendimento. No entanto, a corporação ressaltou que, até o momento, não há conclusão sobre a ocorrência de erro médico nem sobre a responsabilidade de qualquer profissional de saúde.
OMetrópoles entrou em contato com a Endocorp, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.O que aconteceu Miranir de Souza Dias, de 59 anos, procurou a clínica particular em Planaltina para realizar uma endoscopia como parte de exames de rotina. Segundo a família, ela tinha apenas histórico de hipertensão e não estava fazendo o procedimento por causa de uma emergência ou de um problema grave previamente conhecido. Após a realização da endoscopia, Miranir sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela precisou ser reanimada ainda no contexto do atendimento na clínica e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Segundo familiares, quando deixou a clínica para ser levada ao hospital, a paciente já estava em uma maca e apresentava o abdômen bastante distendido. A família afirma que não recebeu uma explicação clara sobre o que teria provocado a intercorrência após um exame que seria de rotina. Miranir foi encaminhada ao Hospital Regional de Planaltina (HRPL). Após chegar à unidade, sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória, precisou ser novamente reanimada e foi intubada. Ela permaneceu em estado grave e necessitou de atendimento em uma UTI. Diante da gravidade do quadro, os familiares tentaram conseguir a transferência da paciente para uma unidade com estrutura considerada mais adequada. Como não conseguiram a vaga inicialmente, recorreram à Justiça e obtiveram uma decisão que permitiu a transferência para um hospital particular em Ceilândia, na madrugada de segunda-feira (31/8). Miranir permaneceu internada em estado grave e morreu na noite de terça-feira (2/9). Enquanto buscavam informações sobre o que havia acontecido, familiares procuraram novamente a clínica onde Miranir havia realizado a endoscopia. Segundo a família,o estabelecimento estava fechado e sem o letreiro de identificação, o que aumentou as dúvidas dos parentes sobre o atendimento.

