A Polícia Civil da Paraíba (PCPB) prendeu, nesta sexta-feira (18/9), um adolescente, de 17, considerado o braço direito de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, homem preso no domingo (13/9) em Mulungu, no litoral norte paraibano. Ele admitiu ter ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida.
O jovem foi apreendido no município de Cabedelo (PB). Leia também Brasil Adolescente é apreendido após decepar dedo da sogra com foice na Paraíba São Paulo Haddad e Tarcísio escolhem Vale do Paraíba para corpo-a-corpo com eleitor Brasil Saiba quem são os candidatos ao governo e ao Senado na Paraíba Brasil Tremores de terra são registrados na Paraíba e na Margem Equatorial
Jorlan foi detido após fugir usando roupas de mulher. Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso, a polícia reúne elementos que relacionam o suspeito a 16 homicídios cometidos em, aproximadamente, três meses, principalmente na região do Vale do Mamanguape.
A respeito do adolescente, a PCPB o aponta como braço direito de Jorlan, sendo investigado pela prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado contra policiais militares do 17 º BPM, fato ocorrido em 23 de agosto, na cidade de Mamanguape. Tentativa de fuga com disfarce Jorlan foi preso após operação conjunta das forças de segurança. Segundo a polícia, ele tentou escapar usando vestido, peruca e carregando uma criança no colo. A menina não era filha nem parente do suspeito. As buscas pelo homem duraram cerca de dois dias. Ele era procurado por envolvimento em homicídios e outros crimes na região. Após a prisão, passou por audiência de custódia, e a detenção foi convertida em prisão preventiva. A investigação continua para verificar a veracidade da declaração sobre as 80 mortes, identificar possíveis vítimas e esclarecer a participação do suspeito nos homicídios registrados. Até o momento, não há confirmação oficial de que ele seja responsável por todos os crimes mencionados no depoimento.
Ainda conforme o depoimento, Jorlan teria afirmado que cometeu o primeiro assassinato aos 13 anos. A polícia também apura o histórico criminal do homem, que teria passado entre cinco e seis anos preso ao longo da vida.
Ele foi colocado em liberdade em maio de 2026. Após a saída de Jorlan do sistema prisional, a investigação passou a relacioná-lo a uma série de homicídios registrados na Paraíba.
Entre os crimes investigados está o assassinato de dois comerciantes em 1 º de agosto, em Rio Tinto, no litoral norte do estado. De acordo com a Polícia Civil, Jorlan teria participado do duplo homicídio junto com outros quatro homens.
A polícia também apura a possível participação dele na morte de uma jovem. O corpo da vítima teria sido encontrado depois que o próprio suspeito indicou aos investigadores o local onde ela estaria enterrada.

