ONU precisa de ação mais proativa, diz presidente da Assembleia Geral

ONU precisa de ação mais proativa, diz presidente da Assembleia Geral

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Khalilur Rahman, defendeu, nesta terça-feira (22/9), durante a abertura da 81 ª edição, uma atuação mais proativa dos países-membros para reformar e fortalecer a ONU.

“Uma apropriação passiva não é suficiente. Se não assumirmos o protagonismo proativo em relação a esta instituição, não podemos esperar que ela se recupere”, afirmou.

Para Rahman, os próprios países precisam assumir a liderança do processo de reforma.

Rahman defendeu ainda que as reformas preservem áreas nas quais a ONU já apresenta resultados. Ele citou a atuação da organização em situações de emergência, manutenção da paz e ações realizadas diretamente nos países. Leia também Mundo Em discurso na ONU, Guterres faz apelo à paz e cobra uso responsável da IA Mundo Lula faz último discurso do mandato na ONU nesta terça. Saiba o que esperar Mundo Lula em discurso na ONU: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém” Mundo Guerras devem dominar discursos na Assembleia Geral da ONU

Nesse sentido, o presidente da Assembleia Geral propôs o fortalecimento da atuação local da ONU, com maior utilização de instituições nacionais e especialistas dos próprios países.

Em discurso, ele afirmou que medidas administrativas, como cortes orçamentários, fusão de órgãos e simplificação de estruturas, são importantes, mas insuficientes para resolver problemas estruturais da organização.

Rahman citou a iniciativa “UN 80”, apresentada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como um ponto de partida para as mudanças. Segundo ele, porém, é necessário ir além de ajustes internos para enfrentar problemas considerados “crônicos e fundamentais”. Financiamento

A sustentabilidade financeira da organização também foi apontada como uma preocupação. Rahman defendeu que a ONU tenha recursos suficientes de forma contínua e cobrou que os países-membros paguem suas contribuições dentro do prazo e sem condições.

Ele ressaltou que o dinheiro destinado à organização tem origem, em última instância, no trabalho e nos recursos de pessoas de diferentes países.

Para Rahman, a combinação entre reformas estruturais, maior participação dos Estados-membros e estabilidade financeira é necessária para preparar a ONU para os desafios futuros.

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