OAB-MG vê debate no STF como "divisor de águas" e defende Código de Conduta

OAB-MG vê debate no STF como "divisor de águas" e defende Código de Conduta

Belo Horizonte — O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Gustavo Chalfun, afirmou nesta terça-feira (15/9) que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) deve representar um “divisor de águas” para o Poder Judiciário. Ele defendeu a criação de um Código de Conduta para os ministros da Corte e disse que o Supremo precisa“colocar o dedo na ferida” diante das denúncias envolvendo integrantes do tribunal.

As declarações foram feitas à imprensa durante a apresentação de um manifesto elaborado pela OAB-MG em conjunto com entidades da sociedade civil e conselhos profissionais. O documento defende a Constituição e o Poder Judiciário, mas propõe mudanças na estrutura e no funcionamento da Corte. Leia também Brasil “Somos seres humanos, podemos errar”, diz Fachin no STF Neila Guimarães Dino culpa Fachin por crise no STF e aciona Gilmar Mendes Brasil Em sessão do STF, Fux e Mendonça dizem que há uma “PF paralela”

“Nós esperamos que seja um divisor de águas no Poder Judiciário brasileiro, com a necessidade de reflexão acerca das propostas de reforma do próprio Poder Judiciário” , afirmou Chalfun.

Entre as mudanças defendidas estão a implementação de mandatos para ministros do STF, a criação de um Código de Conduta e a apuração rigorosa de denúncias envolvendo integrantes da Corte. Chalfun também defendeu que ministros sejam submetidos ao mesmo rigor aplicado a cidadãos e outras autoridades.

“A sociedade não tolera mais um Supremo acima de tudo e acima de todos”, declarou. Segundo ele, o momento deve servir para que a Corte reconheça a necessidade de dialogar com a sociedade e reveja suas próprias regras. “Dever de colocar o dedo na ferida”

Ao comentar especificamente a possibilidade de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, Chalfun afirmou que cabe ao próprio STF enfrentar a questão.

“Eu acredito no dever do Supremo colocar o dedo nessa ferida, discutir com a sociedade, realizar um julgamento amplo, transparente, muito claro e, acima de tudo, um julgamento que não se furte a dar as respostas que a sociedade espera”, disse.

O presidente da OAB-MG também defendeu o afastamento cautelar de envolvidos caso sejam abertas investigações. Questionado especificamente sobre Moraes, afirmou que, diante da discussão levada ao STF nesta terça, a consequência seria “um afastamento imediato”.

Chalfun ainda ressaltou que o manifesto pretende se manter distante da disputa político-partidária, especialmente diante da proximidade das eleições. Para ele, ministros do Supremo devem deixar de lado posições ideológicas e exercer a função de forma imparcial, sem permitir que o julgamento seja contaminado pelo processo eleitoral.

O manifesto será encaminhado ao STF após a aprovação das entidades signatárias. Segundo Chalfun, a intenção é apresentar propostas para recuperar a credibilidade do Poder Judiciário, que, na avaliação dele, está“tão abalada” .

Leia a matéria completa em metropoles.com

Recomendadas

Geral

Com 4 novos registros, incluindo 2 bebês, SP chega a 36 casos de sarampo

Jogos

Flávio acompanha julgamento de Moraes pela TV de hotel em Fortaleza

Finanças

Caso Gari: delegada afastada há mais de 1 ano tem licença médica renovada

OAB-MG vê debate no STF como "divisor de águas" e defende Código de Conduta | BlinkNews