Nesta quinta-feira (3/9), o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial daTrustee e daBanvox devido a graves infrações regulatórias. Diretamente ligadas ao Banco Master, as duas instituições financeirassão alvos de operações policiais que investigam tanto as fraudes atribuídas a Daniel Vorcaro quanto a infiltração do crime organizado na Faria Lima . Leia também Dinheiro e Negócios Grupo João Santos tenta reaver R$ 2, 2 bilhões que estão com o Master Dinheiro e Negócios Presidente da JAC Motors deu calote em corretor que vendeu mansão a Vorcaro Dinheiro e Negócios Caixa Econômica reporta lucro líquido recorrente de R$ 3, 9 bilhões Dinheiro e Negócios Filho de ministro do STJ agride prostituta e abandona apartamento sem pagar Na prática, de acordo com as investigações em curso, as duas empresas funcionavam como braços operacionais indispensáveis para o ecossistema do banco de Vorcaro, administrando carteiras de fundos suspeitos, emitindo debêntures estruturadas e viabilizando transferências bilionárias de controle acionári o. Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) localizadas no celular de um ex-diretor da Trustee, por exemplo, apontaram o uso da estrutura da instituição para ocultar dinheiro do Master. De acordo com os investigadores, tratava-se de uma “estrutura organizada e sofisticada” que tinhaVorcaro como beneficiário final . As duas empresas eram controladas porMaurício Quadrado , ex-sócio de Vorcaro no Master. No âmbito das investigações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou bloqueio cautelar de R$ 24, 2 milhões relacionado a suspeitas de desvios em fundos de investimento. O bloqueio atinge, de forma conjunta, a Banvox, o Master, Vorcaro e Quadrado . PCC na Faria Lima Trustee e Banvox também são investigadas no âmbito da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em agosto de 2025. O inquérito revelou que a facção criminosa PCC conseguiu se infiltrar no mercado financeiro brasileiro para transacionar recursos ilícitos . A PF apontou que a Trustee atuava na aquisição e ocultação de bens para favorecer o grupo criminoso. Ela, por exemplo, administrava o fundo Olimpia (com patrimônio líquido de R$ 86 milhões e apenas dois cotistas), apontado como um dos caminhos para a lavagem. Em agosto de 2025, logo após a operação ser deflagrada, a Trustee renunciou à administração do fundo alegando decisões internas de compliance. Já a Banvox administrava ao menos um fundo sob suspeita de ligação com o esquema e com a ocultação de recursos do PCC.
O que Vorcaro tem a ver com as liquidações da Trustee e da Banvox

