Nunes Marques: 'Não há risco de interferência estrangeira'

Nunes Marques: 'Não há risco de interferência estrangeira'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que as investigações de inteligência "não apontam qualquer tipo de risco" de interferência estrangeira nas eleições deste ano. O ministro foi questionado, durante coletiva de imprensa na sede do TSE, sobre decisões de representações diplomáticas de interromper serviços ou emitir alertas de segurança às vésperas das eleições.

MP Eleitoral pede retirada de conteúdos falsos sobre urnas e associação do fechamento de embaixadas a risco de golpe"O nosso indicativo das equipes que monitoram riscos internacionais não aponta qualquer tipo de risco. Não temos relatório nem da PF, nem da Abin indicando qualquer tipo de risco", afirmou o ministro.

"Nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco internacional ou crime organizado, como fizeram circular, de ameaças de atentados", prosseguiu. Lula pede ao TSE que suspensão de serviços da embaixada dos EUA seja incluída em investigação sobre interferência externa Nessa sexta-feira (2), o governo dos Estados Unidos fechou as embaixadas e consulados no Brasil.

A embaixada da Austrália também suspendeu as atividades presenciais na capital federal. Reino Unido, Irlanda e Alemanha emitiram alertas para cidadãos em território brasileiro. Segundo o presidente do TSE, relatórios de inteligência não apontaram qualquer risco de interferência.

Em 23 de setembro, o PT pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que abra inquérito para investigar supostos episódios de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. O partido pede para que a apuração deixe "expressamente abrangidas situações em que eventuais imposições ou operações de origem estrangeira possam alcançar o processo eleitoral brasileiro por meio de plataformas digitais, instituições financeiras, publicidade, recursos, bens ou serviços".

A petição reúne episódios que, na avaliação do PT, precisam ser esclarecidos e que envolvem a suposta existência de financiamento, apoio ou influência estrangeira na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Nessa sexta (2), a campanha pediu que que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil seja incluída em uma eventual investigação sobre o caso.

PF também não encontrou riscos O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou momentos antes que as investigações não indicaram qualquer movimentação contra representações diplomáticas no país. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na sexta-feira (2) em uma investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Os investigadores miraram dois suspeitos. "Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", afirmou Andrei Rodrigues. "Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada".

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