O presidente Lula divulgou vídeo nesta quarta-feira (7) convocando apoiadores a irem às ruas contra o retrocesso. A campanha defende maior presença nas redes. Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6 x 1 nesta terça-feira (6). O petista afirmou que o senador Flávio Bolsonaro é contra a mudança.
A PEC propõe jornada de 40 horas semanais. Lula afirmou estar confiante de que o Senado repetirá a aprovação da Câmara. Governistas buscam aprovar a proposta antes do segundo turno. Integrantes do PL e Republicanos se reúnem nesta quarta-feira (7) para evitar a votação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo selfie, nas redes sociais, nesta quarta-feira (7), em que convoca apoiadores a irem às ruas para impedir o que chama de volta do "retrocesso" no país. Após o resultado do último domingo (4), integrantes da campanha de Lula passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais.
No primeiro turno, o petista teve 2, 3 milhões de votos a menos que o adversário Flávio Bolsonaro (PL). "Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua", pediu Lula.
"Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país, vamos lá gente, tá na hora", prosseguiu o candidato do PT à reeleição. Fim da escala 6 x 1 Nesta terça, Lula voltou a defender o fim da escala de trabalho 6 x 1, proposta que está em análise no Senado.
O petista afirmou que quer ver a redução da jornada "sair do papel" e que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, é contra a mudança. "Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar.
A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha", disse Lula. A PEC em discussão no Congresso Nacional estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. A proposta começou a ser discutida nesta terça pelo plenário do Senado.
"Eu estou confiante que o Alcolumbre vai colocar em votação. Estou confiando que o Senado vai repetir a decisão que já foi tomada pela Câmara e estou confiante que o PL vai demonstrar se tem coragem ou não votar a favor do fim dessa escala", disse Lula. Entre os governistas, o clima ainda é de lutar para aprovar o texto em duas votações antes do segundo turno.
Apostam ainda em expor integrantes da oposição que tentem evitar a votação do fim da 6 x 1. Integrantes do PL e Republicanos devem se reunir na quarta-feira (7) para definir uma estratégia e evitar a votação.

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