'Não precisa fazer o L', 'Não precisa gostar de mim': na reta final, Lula e Flávio buscam votos para além de suas bases

'Não precisa fazer o L', 'Não precisa gostar de mim': na reta final, Lula e Flávio buscam votos para além de suas bases

A cinco dias do primeiro turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) usaram o horário eleitoral desta terça-feira (29) para buscar votos de eleitores além de suas bases mais identificadas com as candidaturas. Nas peças, os dois presidenciáveis fizeram apelos a quem não necessariamente se identifica com eles ou com seus partidos: “Você não precisa 'fazer o L', não precisa vestir vermelho, só acreditar que o Brasil pode ir mais longe”, disse Lula na propaganda eleitoral."Se você também quer uma mudança, não precisa gostar de mim, goste de você, goste da sua família, goste do Brasil e dê o seu voto de confiança”, disse Flávio Bolsonaro.

As pesquisas indicam que a corrida presidencial está afunilada em dois candidatos, mas os votos daqueles que não se identificam como de esquerda ou direita serão decisivos. Os chamados "independentes" representam de 24% a 36% do eleitorado nos estados, segundo a Quaest.

Lula destaca fim das bets A propaganda de Lula abriu o horário eleitoral desta terça— a ordem segue um rodízio entre os programas dos candidatos. Na peça, Lula diz que irá acabar com a escala 6 x 1 sem reduzir salários, zerar impostos da cesta básica e ampliar o programa Pé-de-meia.

O programa também fez críticas a Flávio Bolsonaro. A peça afirmou que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o país viveu “desemprego, recessão e salários abaixo da inflação”. A campanha citou ainda o editorial do Estadão "Flávio e a sombra dos milicianos". O horário eleitoral do petista destacou ainda que Lula "vai acabar com as bets".

Na última sexta-feira (25), o presidente Lula anunciou a proibição das bets no Brasil. Parte da campanha foi narrada na voz da atriz Débora Bloch. Flávio Bolsonaro concentra programa em segurança A propaganda de Flávio Bolsonaro começou com o slogan “Agora vai começar o programa Brasil Real”.

Na sequência, a narradora questionou se o país está mais violento, se os preços nos mercados estão mais altos, se houve aumento dos feminicídios e se as facções criminosas estão fora de controle. A peça também exibiu depoimentos de eleitores que afirmaram ter votado em Lula em eleições anteriores e disseram que não pretendem repetir o voto neste ano.

Outro trecho exibiu eleitores questionando a viabilidade de outras candidaturas. “Pensei em votar no Caiado, mas ele não tem força para tirar o Lula do poder”, afirmou um deles. “O que adiantaria votar no Cury ou no Caiado?”, questionou outro. Na área de segurança pública, a campanha afirmou que Flávio pretende criar o programa Brasil Sem Medo, classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas, quadruplicar a pena para roubo de celular e reduzir a maioridade penal.

As duas últimas medidas dependem de mudanças na legislação e, portanto, da atuação do Congresso. Flávio também apareceu em um mercado para abordar o preço dos alimentos e mostrar o que, segundo a campanha, seria possível comprar com R$ 100.

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