Mulher que fingiu ter 12 para ser adotada tem prisão domiciliar autorizada

Mulher que fingiu ter 12 para ser adotada tem prisão domiciliar autorizada

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada dois meses após ser presa por fingir ter 12 anos e enganar uma família em Santa Catarina. Tia da família descobriu na internet que ela aplicava golpes em outros estados. Falsa adolescente alegava ter autismo e dizia que os traços adultos vinham de hormônios.

Ela confessou ter aplicado o golpe em outros 5 estados. A mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família por mais de um ano em Joinville, no Norte de Santa Catarina, teve a prisão domiciliar autorizada pela Justiça, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira (10).

A progressão do regime semiaberto para o aberto foi deferida, com efeitos a partir de 20 de setembro. ✅Clique e siga o canal do g 1 SC no WhatsApp Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde 2 de junho, quando foi detida na casa da família que a acolheu, acreditando que ela era vítima de maus-tratos.

A progressão de regime ocorreu menos de um mês após ter sido condenada por estelionato e falsa identidade. A defesa da acusada informou que não vai se manifestar. Falta de vagas em presídio A principal razão para a autorização da prisão domiciliar de Amanda foi o fato de que o Presídio Feminino Regional de Joinville não possui pavilhão destinado às detentas do regime semiaberto e que também não há vaga disponível em outra unidade feminina de Santa Catarina.

Diante dessa situação, foi aplicada a Súmula Vinculante 56 do Supremo Tribunal Federal (STF), que diz que a falta de vaga em estabelecimento penal não autoriza que a pessoa fique em um regime mais rigoroso. Além disso, foram considerados: o bom comportamento dela; a ausência de falta graveo parecer favorável da Comissão Técnica de Classificação.

Após a farsa ser descoberta por uma familiar que desconfiou do caso, a história ganhou repercussão nacional e levou à identificação de golpes semelhantes em outros estados. Em depoimento, confessou que também aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.

⚖️ Amanda foi condenada a 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão e a 4 meses e 18 dias de detenção. Mulher viveu como filha adotiva em Joinville A polícia descobriu que, para sustentar o disfarce de criança, Amanda alegava ter autismo e argumentava que os traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios na infância, quando teria sido abusada.

Amanda viveu como uma espécie de filha adotiva em Joinville, usando o nome de Gabriele, e chegou a ganhar remédio para emagrecer, festa de aniversário, quarto com decoração e brinquedos infantis. Ela também dissimulava comportamentos infantilizados, usando mamadeiras, chupetas e "cheirinho" para dormir.

A investigação apurou que ela também forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência. VÍDEOS: mais assistidos do g 1 SC nos últimos 7 dias

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