Marido e cunhado de vereadora são presos por tentar matar rivais por dívida

Marido e cunhado de vereadora são presos por tentar matar rivais por dívida

O marido e o cunhado da vereadora Janete Belém (PP) são alvos de mandados de prisão da Operação Linha Reta deflagrada, na manhã desta sexta-feira (25/9), por policiais civis do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal.

Vídeo dos PMs na casa dos investigados:

Identificados pela colunaNa Mira pelos primeiros nomes Valdir e Valdijor, os dois são investigados por umadupla tentativa de homicídio que, segundo a apuração, teria sido motivada por uma dívida relacionada a jogo, em 18 de setembro deste ano.

A operação, que contou com o apoio da Guarda Civil Municipal/ROMU, é resultado de uma investigação sobre duas tentativas de homicídio e possíveis irregularidades no atendimento inicial da ocorrência . Entre as suspeitas apuradas estãoprevaricação, fraude processual e eventual favorecimento dos investigados por policiais militares .

Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da vereadora. O telefone celular da parlamentar foi apreendido e será analisado no decorrer das investigações.

A coluna tenta localizar defesa de todos os envolvidos citados na matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos. Leia também Na Mira Motorista de aplicativo é preso por estupro de adolescente de 17 anos no DF Na Mira Empresa perde R$ 424 mil após gerente cair em golpe do falso bancário Na Mira Caso Isabelle Caracristi: carro de cunhado da jovem é vistoriado pela PCCE Dupla tentativa de homicídio

A apuração teve início a partir de uma denúncia anônima. Segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil, um dos investigados teria efetuado disparos contra duas pessoas. Uma delas foi atingida na perna, enquanto a outra conseguiu fugir sem ser alvejada.

Além das tentativas de homicídio, a Polícia Civil de Goiás ( PCGO ) passou a apurar a conduta dos policiais militares que atenderam a ocorrência e a possibilidade de favorecimento dos suspeitos, que são marido e cunhado da vereadora .

Segundo uma das vítimas, o marido da vereadora não teria sido devidamente incluído no registro policial na época do crime.

A PCGO apura se houve prevaricação ou outra eventual infração penal ou funcional em razão da não adoção das providências cabíveis, inclusive quanto à apresentação do suspeito à autoridade de Polícia Judiciária. Carro envolvido na ocorrência

Outro ponto da apuração envolve uma Fiat Toro relacionada aos fatos. De acordo com a PCGO, o veículo não teria sido adequadamente vinculado ao registro da ocorrência. Também é investigada a retirada do automóvel do local por policiais militares e sua posterior entrega a familiares dos envolvidos.

Imagens obtidas durante a investigação registraram policiais militares na residência do marido da vereadora, onde teriam mantido contato com ele e com a parlamentar. Em seguida, a vereadora aparece entrando em uma viatura ( vídeo acima ).

Outros registros mostram movimentações relacionadas à obtenção da chave reserva do veículo e, posteriormente, o deslocamento de uma viatura até o local onde a Fiat Toro estava.Indícios apontados na investigação: Possíveis inconsistências no atendimento da ocorrência; Ausência de registro detalhado dos disparos; Aparente falta de preservação do local para perícia e coleta de vestígios balísticos; Não acionamento de equipe especializada para análise do local de crime; Ausência de descrição considerada adequada das diligências realizadas pela guarnição; Relação familiar dos investigados com a vereadora.

Leia a matéria completa em metropoles.com

Recomendadas

Geral

Resultado do Estrelas da Casa gera revolta nas redes sociais: "Injusto"

Finanças

PF investiga fraude na compra de medicamentos de alto custo pelo SUS

Geral

TRE-DF faz alteração em locais de votação em Águas Claras. Veja mudanças