María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela em 7 tentativas

María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela em 7 tentativas

A líder opositora María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, foi impedida de voltar à Venezuela em ao menos sete tentativas, segundo o assessor dela, Pedro Urruchurtu. Duas dessas tentativas ocorreram nas últimas horas, enquanto a presidente interina do país. Delcy Rodríguez se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , em Nova York.

“Todas as tentativas foram bloqueadas, negando à líder de todos os venezuelanos o regresso ao seu próprio país”, disse Urruchurtu.

Segundo ele, usando um resumo do jornal espanhol ABC , María Corina tentou pela primeira vez regressar ao país em 26 de junho em um avião particular. Mas, durante o voo, o piloto teria recebido instruções por uma comunicação norte-americana para voltar aos Estados Unidos. A segunda tentativa foi dois dias depois, quando ela tentou embarcar em voo comercial saindo do Panamá, mas teria sido impedida pela companhia aérea após receberem um alerta da Venezuela.

A próxima tentativa seria por via terrestre, mas não chegou a ser executada. Já na segunda-feira (21/9), ela teria tentado por via marítima. A ideia era que uma pequena embarcação deveria cruzar o Canal do Panamá e depois navegar uns dias até o Caribe. Mas o barco não saiu devido a um problema no motor.

As duas últimas tentativas ocorreram nas últimas horas. O primeiro voo para Aruba não pôde sair por questões administrativas. Um segundo voo não teve a aterrissagem permitida. Foram tentadas, ainda, a aterrissagem em Curaçao e em Boinare, também foram negadas.

“Impedem María Corina de retornar à Venezuela. Nas últimas horas, foram três as tentativas, por via marítima e aérea, a partir do Panamá, sem sucesso. Somam sete tentativas — sim, sete —, nas últimas semanas”, disse Urruchurtu.

María Corina Machado deixou a Venezuela em 9 de dezembro de 2025, em uma viagem secreta. Antes de deixar o país, ela já vivia escondida devido à perseguição política. No ano passado, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pela democracia e pelos direitos humanos na Venezuela. Leia também Mundo Parece que os EUA são chefes da Delcy, diz Lula sobre Venezuela Esportes Brasil vence Venezuela no Sul-Americano de vôlei e mantém invencibilidade Mundo Venezuela planeja enviar US$ 4 bilhões em ouro a banco de NY, diz jornal Mundo Magnata que explorará petróleo na Venezuela é citado nos arquivos Epstein Delcy encontra com Trump

As tentativas de voltar à Venezuela de María Corina ocorrem em paralelo ao primeiro encontro entre a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e o presidente norte-americano, Donald Trump. Após a reunião, Delcy chamou o momento de “histórico”.

“Conversamos sobre o fortalecimento da relação bilateral entre nossos países e o avanço de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas como energia, mineração, segurança”, detalhou Delcy.

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