Duas malas com R$ 1, 2 milhão em espécie foram apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Sonar, deflagrada nesta terça-feira (15/9), em Belém (PA).O dinheiro foi contado pelos investigadores com auxílio de uma máquina.
A operação, realizada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga desvio de recursos públicos, exigência de vantagem indevida de fornecedores, direcionamento de contratações e lavagem de capitais no âmbito de uma empresa pública federal sediada em Belém. Leia também Mirelle Pinheiro Pilhas de dinheiro: PF usou máquina para contar R$ 1 milhão achado em malas Mirelle Pinheiro PF acha malas recheadas com R$ 1 milhão em operação contra desvio de verba Mirelle Pinheiro Como a PF reagiu às acusações de Fux e Mendonça sobre atuação paralela
Ao todo, 12 servidores foram afastados das funções públicas por determinação da Justiça Federal. Eles também estão proibidos de acessar as dependências e os sistemas da empresa e de manter contato entre si e com fornecedores.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores encontraram duas malas contendo R$ 1, 2 milhão em espécie. Um dos investigados foi preso em flagrante por lavagem de capitais, na modalidade de ocultação de valores.
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Malas foram encontradas na casa de um investigado PF/Divulgação 2 de 4
O dinheiro estava separado em pilhas PF/Divulgação 3 de 4
Investigadores usaram uma máquina para contar o montante PF/Divulgação 4 de 4
Ao todo, foi encontrado R$ 1, 2 milhão PF/Divulgação
Segundo a PF, o homem estava com a quantia e não comprovou a origem lícita do dinheiro.
Além disso, os policiais apreenderam joias, veículos, documentos, dispositivos informáticos e mídias de armazenamento. O material será submetido a perícia e permanece à disposição da Justiça Federal. Operação
A Operação Sonar apura indícios de retenção de faturas referentes a serviços comprovadamente prestados, com exigência do pagamento de comissão em espécie para a liberação dos valores devidos.
Também são investigados possíveis direcionamentos de contratações. De acordo com as investigações, situações emergenciais teriam sido artificialmente criadas para beneficiar empresas previamente ajustadas.
A PF investiga ainda a possível ocultação e dissimulação do dinheiro obtido com os crimes, por meio de empresas sem estrutura operacional e de pessoas interpostas.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e institucionais. As ordens judiciais foram expedidas pela 4 ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores.
Além disso, foram determinados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados e a suspensão de contratos e de cessões de uso vinculados às empresas sob suspeita.

