A mulher de 44 anos e a filha dela, de 19, presas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (23/9) por extorquir R$ 70 mil de familiares , em Curitiba,também são investigadas por torturar as vítimas .
Segundo as investigações, as vítimas, que são duas irmãs da mulher e o pai dela, tias e avô da jovem, respectivamente, eram obrigadas a pintar o corpo de azul, passar horas consecutivas ouvindo áudios em looping com ruídos de flatulências e arrotos, comer por longos períodos sem interrupção, além de serem fotografadas e filmadas em situações humilhantes. Leia também Mirelle Pinheiro PF faz buscas em caso de R$ 246 milhões que teve Alexandre Pires como alvo Mirelle Pinheiro Golpe de mãe e filha tira R$ 70 mil de parentes e banca bolsas de grife Mirelle Pinheiro CV é alvo de operação por usar cestas básicas para lavar dinheiro do crime Mirelle Pinheiro PF apreende R$ 500 mil em espécie com candidato em Santa Catarina
As torturas teriam começado logo após a extorsão. De acordo com a Polícia Civil, a fraude teria sido iniciada quando uma das investigadas manipulou a família para contratar um seguro fictício contra o hackeamento de aparelhos eletrônicos. A partir de então, a família passou a ser submetida a humilhações sob pena de ter informações divulgadas para criminosos.
A extorsão teria ocorrido de forma contínua e provocaram prejuízo superior a R$ 70 mil às vítimas. A polícia apurou ainda que os valores extorquidos dos familiares eram utilizados para manter um estilo de vida ostentador.
Com os valores obtidos, as investigadas adquiriram joias, um pacote turístico para a Bahia, além de diversos artigos de luxo, autênticos e réplicas de marcas de alto valor.
A dupla é investigada pelos crimes de estelionato, extorsão e tortura. Elas foram capturadas em Curitiba e tiveram celulares, equipamentos eletrônicos e bens recolhidos. Os itens, segundo a Polícia Civil, teriam sido adquiridos com o dinheiro obtido nas atividades criminosas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para verificar a eventual participação de terceiros e identificar novos bens ou valores decorrentes das práticas ilícitas.

