O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou ameaças de ingerências externas em processos eleitorais durante discurso na 81 ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Estados Unidos, nesta terça-feira (22/9). Sem mencionar o país norte-americano, o petista disse que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.Acompanhe :
“Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomenta o desenvolvimento. Diferentes ideológicas não deve ser obstáculo para maior integração entre vizinhos”, afirmou o presidente.
“A democracia está novamente em cheque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, ressaltou.
Após a fala de Lula, discursa o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. No ano passado, o pronunciamento do chefe da Casa Branca durou cerca de 58 minutos. ONU
A 81 ª edição do encontro de líderes ocorre em um momento de acirramento dos conflitos mundiais , com a ONU pressionada pela incapacidade de responder à crise no sistema multilateral. Nesse contexto, cresce a expectativa da comunidade internacional por uma reforma no Conselho de Segurança.
Desde a sua fundação, em 1945, o Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Outros dez países ocupam mandatos rotativos pelo período de dois anos.
Durante a passagem por Nova York, o presidente Lula se reuniu com lideranças em reuniões bilaterais antes da abertura do encontro de chefes de Estado. Na segunda, ele esteve com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o senador norte-americano Bernie Sanders.
Já nesta terça, pouco antes de discursar na tribuna, Lula se reuniu com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Este ano marca o fim do mandato do diplomata português no comando da organização.
Além de Lula e Trump, participam do evento uma série de outros chefes de Estado, como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.

