Justiça rejeita ação de Trump sobre candidatos com mesmo nome

Justiça rejeita ação de Trump sobre candidatos com mesmo nome

Uma juíza federal dos Estados Unidos indeferiu neste domingo (1 º) uma ação do governo do presidente Donald Trump que buscava impedir o Alasca de certificar a derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato da próxima terça-feira, caso os votos dados a um rival com o mesmo nome pudessem ter alterado o resultado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp A decisão da juíza federal Sharon Gleason, em Anchorage, foi o mais recente revés nos esforços de Trump para ampliar o papel do governo federal nas eleições, que, segundo a Constituição dos EUA, são administradas pelos estados. A disputa entre Sullivan e a ex-deputada federal democrata Mary Peltola pode ser decisiva para determinar se os republicanos, aliados de Trump, conseguirão manter o controle do Senado nas eleições de meio de mandato. O governo Trump tem adotado uma postura cada vez mais agressiva na supervisão eleitoral, pressionando os estados a fornecer dados de registro de eleitores e argumentando que medidas mais rigorosas são necessárias para garantir a confiança do público no voto. Críticos, entre eles autoridades eleitorais democratas e alguns republicanos, consideram essas medidas uma intromissão excessiva do governo federal. Campanha procura nomes parecidos desde 2025 A estratégia para recrutar candidatos com nomes semelhantes ao do senador republicano teria começado em meados de 2025, segundo investigação publicada pelo New York Times na última quarta-feira (28). De acordo com o jornal, integrantes da equipe de Mary Peltola receberam orientações para encontrar pessoas chamadas Dan Sullivan no Alasca e convencê-las a entrar na disputa pelo Senado. A reportagem foi baseada em entrevistas, mensagens de texto e documentos preparados para uma possível ação judicial contra a campanha democrata. A iniciativa teria envolvido integrantes da campanha de Peltola, advogados e funcionários do Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC, na sigla em inglês), responsável pela estratégia do partido nas disputas pela Casa. O grupo também teria considerado a criação de um novo partido político para atrair eleitores conservadores e fragmentar o apoio ao senador republicano. A ex-gerente de campanha de Peltola, Elisa Rios, demitida em agosto, afirmou ao New York Times que a democrata tinha conhecimento da iniciativa. O DSCC negou envolvimento e acusou os republicanos de também apoiarem candidaturas de adversários em outras disputas eleitorais. A campanha de Peltola também negou participação na candidatura dos dois Sullivan. Nas primárias realizadas em agosto, Peltola terminou em primeiro lugar, com 49, 5% dos votos. O senador Dan S. Sullivan ficou em segundo, com 41, 4%. Já Daniel J. Sullivan Jr. recebeu 2, 5%, o equivalente a 4. 107 votos. Pelas regras eleitorais do Alasca, os quatro candidatos mais votados nas primárias avançam para a eleição geral. Por isso, os dois Sullivan estão na cédula de votação para a mesma vaga no Senado. O candidato Daniel J. Sullivan Jr. é um professor aposentado que vive em uma pequena comunidade pesqueira do estado. Em entrevistas a veículos americanos, ele negou que tenha entrado na disputa para confundir eleitores ou tirar votos do senador republicano.

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