O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) determinou que a Enel e a Companhia Paulista de Força e Luz ( CPFL ) restabeleçam imediatamente o fornecimento de energia em lojas do Grupo Marabraz. A eletricidade foi cortada pelas concessionárias como forma de cobrança de débito do grupo, que protocolou, em agosto, um pedido de recuperação judicial .
Após o Grupo Marabraz acionar a Justiça, a juíza Fernanda Perez Jacomini argumentou que os débitos que resultaram no corte são anteriores à recuperação judicial, o que os tornaria ilegais, e que a interrupção configura mecanismo de coerção . “O fornecimento de energia elétrica é serviço essencial à continuidade da atividade empresarial […] Tal medida compromete não apenas a reorganização das Requerentes, mas também o interesse da coletividade de credores submetida ao processo recuperacional”, escreveu. Recuperação judicial da Marabraz A rede varejista Lojas Marabraz entrou com um pedido de recuperação judicial na 3 ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, envolvendo dívidas na casa dos R$ 140 milhões. O protocolo foi enviado no dia 15 de agosto de 2026. Segundo a empresa, os problemas financeiros decorrem da alta persistente dos juros e disputas societárias e familiares. O pedido de recuperação protocolado afirma que, historicamente, a família captava recursos junto ao mercado financeiro para expansão e exercício de suas atividades. Em nota na ocasião, a Marabraz afirmou que o pedido foi feito com o objetivo de preservar a continuidade de suas atividades e representa uma medida responsável para promover a reestruturação de suas operações, organizar compromissos e criar condições para continuidade dos negócios.
A juíza ainda destacou que a demora em restabelecer o serviço representa risco de incapacidade operacional. Por isso, deu oprazo de 24 horas para que a decisão seja cumprida. Leia também Economia Senacon monitora recuperação judicial da Casas Bahia e da Marabraz Dinheiro e Negócios Marabraz: pai denunciou “vida de luxo” e tentou tirar noivo de Marina Ruy Barbosa do comando de empresa da família São Paulo Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões São Paulo Justiça vê falhas da Enel em apagão que deixou 2, 2 milhões de casas sem luz
Além de retomar o fornecimento, o TJSP também determinou que Enel e CPFL se abstenham de promover novas interrupções motivadas por débitos anteriores ao dia 15 de agosto, que estão sujeitos à recuperação judicial, além de multa diária deR$ 20 mil , limitada aR$ 600 mil por unidade não religada, em caso de descumprimento. OMetrópoles procurou as empresas em busca de um posicionamento e aguarda o retorno.

