Belo Horizonte – A Justiça deMinas Gerais manteve a condenação da Prefeitura de Lagoa da Prata, na região Centro-Oeste do estado, a indenizar um homem que teve o jazigo da família depredado dentro do cemitério municipal . O município terá de pagar R$ 5 mil por danos morais e R$ 1. 715 por danos materiais. De acordo com oTribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o caso começou depois que o homem conseguiu autorização da própria prefeitura para reformar o túmulo de seus antepassados, construído em 1909. Após a conclusão das obras, outra família passou a reivindicar o mesmo espaço, afirmando que também tinha parentes enterrados no local desde a década de 1950. Poucos dias depois do início da disputa, o jazigo foi depredado. Leia também Minas Gerais MG: prefeitura investiga servidor que cobrou por enterro em cemitério Minas Gerais Servidor é acusado de cobrar R$ 500 por enterro em cemitério de MG Minas Gerais MG: prefeitura apura churrasco e bebedeira de servidores em cemitério Na primeira decisão, a Justiça entendeu que a prefeitura falhou ao não garantir a segurança do cemitério. O município recorreu, argumentando que não havia comprovação de que o homem fosse proprietário do jazigo e que a depredação teria sido praticada por terceiros. Ao analisar o recurso, porém, a justiça manteve a condenação. Para o relator, a administração do cemitério sabia que duas famílias reivindicavam o mesmo jazigo, mas não tomou providências para conferir os registros ou proteger o túmulo enquanto a situação era esclarecida. Segundo o magistrado, documentos apresentados no processo, como boletins de ocorrência, fotografias e autorizações emitidas pelo próprio município, demonstraram que a prefeitura tinha conhecimento do problema . Mesmo assim, não teria adotado medidas. A Justiça também considerou que o prejuízo foi além dos gastos necessários para reparar o túmulo. Para o TJMG, a destruição de um jazigo e de homenagens feitas aos antepassados atinge a memória dos mortos e causa sofrimento aos familiares, justificando a indenização por danos morais.
Jazigo de 1909 vira alvo de disputa entre famílias e acaba depredado em MG

